Como jovens profissionais podem se destacar em meio à revolução da inteligência artificial
Especialistas afirmam que funções técnicas mudarão, mas oportunidades para aprendizes continuarão
A inteligência artificial transforma o mercado de trabalho, especialmente para jovens profissionais em cargos de entrada. Especialistas destacam que o pensamento crítico e habilidades humanas ganham importância e que os cargos iniciais não desaparecerão, apesar das mudanças.
Na era da inteligência artificial (IA), muitos jovens profissionais se questionam sobre o futuro de suas carreiras, especialmente os que ocupam cargos de entrada como aprendizes, estagiários e analistas. Essa preocupação vem do receio de que as funções técnicas e repetitivas que realizam hoje sejam substituídas por sistemas automatizados. Segundo uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 31 de agosto de 2026, essa transformação é real, mas não significa o fim dessas posições.
Tatiana Romero, diretora de RH e Sustentabilidade da Edenred, comenta que, apesar das mudanças no trabalho executado, "não vamos acabar com os cargos de entrada, gente, precisamos formar pessoas. Vamos contratar os sêniores que foram desenvolvidos onde?" Essa afirmação aponta para a necessidade contínua de formar novos profissionais, mantendo assim uma base ativa para o desenvolvimento futuro do mercado de trabalho.
Além disso, a reportagem destaca que as funções manuais e repetitivas — também conhecidas no meio corporativo como "cornojobs" — tendem a diminuir, abrindo espaço para tarefas que exijam pensamento crítico, capacidade analítica e outras habilidades exclusivamente humanas que as máquinas ainda não conseguem replicar. Portanto, os jovens profissionais podem se manter atraentes no mercado ao desenvolver essas competências.
Um ponto importante levantado pela reportagem é a percepção equivocada que vem circulando em redes sociais de que a IA iria "acabar com a base da pirâmide das empresas". No entanto, essa ideia não foi confirmada por outras fontes até o momento e deve ser tratada com cautela. A única declaração oficial sobre o tema, vinda de Tatiana Romero, confirma que a mudança é inevitável, mas que a base da pirâmide de funcionários deve permanecer e até se transformar em função dos novos desafios.
Por enquanto, fica claro que o impacto da IA no mercado de trabalho será uma transição gradual, com oportunidades diferentes e a necessidade de adaptação dos jovens profissionais. A principal recomendação é investir em habilidades humanas e evitar ficar restrito a tarefas repetitivas, que são as primeiras a serem automatizadas, garantindo assim maior atratividade e relevância na carreira.
O que sabemos?
- A inteligência artificial está mudando as funções técnicas de jovens profissionais.
- Cargos de entrada como aprendizes, estagiários e analistas não devem desaparecer, segundo Tatiana Romero.
- Funções repetitivas tendem a diminuir, enquanto o pensamento crítico ganha importância.
- Informação é da Folha de S.Paulo, ainda não confirmada por outras fontes.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





