Fernando Haddad critica setor de apostas online e propõe diálogo público sobre regulamentação
Durante entrevista no Roda Viva, candidato do PT ao governo de São Paulo avalia impacto econômico e social das casas de apostas
Fernando Haddad afirmou que o setor de apostas online não contribui para a economia brasileira e gerou um ecossistema tóxico envolvendo mídia, clubes de futebol e parlamentares. Ele defende consulta pública para discutir o futuro dessas plataformas.
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apontou críticas veementes ao setor de apostas online, popularmente conhecidas como “bets”, durante participação no programa Roda Viva nesta segunda-feira (31). Segundo Haddad, que foi ministro da Fazenda no governo Lula, o segmento não traz benefícios econômicos significativos ao país e provoca problemas tanto psicológicos quanto sociais entre a população.
"Eu, pessoalmente, acho que [as casas de apostas online] não valem a pena. Acho que é um setor que não contribui em nada para a economia brasileira. Nem para o entretenimento ou bem-estar das pessoas", afirmou o ex-prefeito de São Paulo. Ele ressaltou que, apesar da proliferação dessas plataformas, elas geram poucos empregos diretos e não promovem avanços comerciais expressivos.
Haddad lembrou ainda sua participação na regulamentação do setor junto ao governo federal em 2023, uma medida que, segundo ele, foi importante para formalizar a arrecadação de impostos e combater sites irregulares. No entanto, o candidato defende que a falta de regulamentação prévia permitiu a criação de um "ecossistema que sustenta meios de comunicação, clubes de futebol e até parlamentares", situação que ele vê com preocupação máxima.
O assunto, segundo Haddad, precisa ser amplamente debatido pelo país. "Criamos um problema que deveria ser submetido à opinião pública (...) isso precisa ser discutido nas eleições: o que fazer com esse ecossistema? Depois da eleição, sou favorável a esse tipo de consulta… fazer eventualmente um diálogo com a sociedade", disse ele, defendendo uma consulta pública nacional envolvendo sociedade civil, Congresso e especialistas.
A entrevista, concedida ao programa Roda Viva e mediada por uma bancada composta por Clarissa Oliveira (analista de política da CNN Brasil), Pedro Carvalho (coordenador do jornal O Globo em São Paulo), Mônica Bergamo (colunista da Folha de S.Paulo e BandNews FM), Pedro Borges (repórter da Alma Preta), Ricardo Corrêa (coordenador de política do Estadão em São Paulo) e Thais Bilenky (colunista do UOL), focou em temas ligados à saúde, economia e política pública relacionadas ao setor das apostas.
Até o momento, a informação foi divulgada apenas por UOL Notícias e aguarda confirmação por outras fontes. O clube de futebol ou empresas ligadas ao setor das apostas não se pronunciaram oficialmente sobre as declarações.
O que sabemos?
- Fernando Haddad criticou o setor de apostas online brasileiro, chamando-o de pouco contributivo à economia
- Ele destacou a regulamentação feita em 2023 que permitiu arrecadação de impostos e combate a sites irregulares
- Haddad afirmou que o ecossistema das apostas alimenta mídia, clubes de futebol e políticos
- Defende uma consulta pública nacional para discutir o futuro do setor após as eleições
Fontes
- UOL Notícias imprensa





