Tecnologia

Startup acusa Meta de copiar ideia que virou Instagram Shopping e enfrenta rejeição judicial

Em apuração ?

Ação movida pela Ollywan foi rejeitada pela Justiça dos EUA, mas pode ser revista com limitações

Logos da Meta e Instagram compostos lado a lado
Imagem: Olhar Digital

Dez anos após o lançamento do aplicativo Winstag, a startup Ollywan afirma que a Meta copiou seu conceito para criar o Instagram Shopping. A juíza federal Virginia DeMarchi rejeitou a ação, alegando que faltam provas de danos à concorrência, mas permitiu possível reabertura do caso com ajustes.

Dez anos depois do lançamento do aplicativo Winstag, a startup Ollywan acusa a Meta, empresa controladora do Instagram, de ter roubado sua ideia para implementar o Instagram Shopping. Segundo a Ollywan, seu presidente chegou a apresentar um plano de negócios com garantias de confidencialidade a executivos da Meta antes do lançamento do recurso, que permite aos usuários encontrar produtos marcados em publicações e comprá-los diretamente pela plataforma. Apesar disso, a Justiça dos Estados Unidos rejeitou a ação movida pela startup contra a gigante da tecnologia.

A decisão foi tomada na última sexta-feira (28) pela juíza federal Virginia DeMarchi, da cidade de San Jose, na Califórnia. Segundo a magistrada, as alegações apresentadas pela Ollywan, que enfocavam supostas violações das leis antitruste, foram consideradas intempestivas e não demonstraram de forma plausível que a atuação da Meta tenha causado danos efetivos à concorrência no mercado. No entanto, DeMarchi autorizou que a Ollywan reformulasse sua ação, desde que respeitadas algumas limitações iterativas impostas pelo tribunal.

Fundada em 2016, a Ollywan criou o aplicativo Winstag, uma plataforma inicialmente focada no compartilhamento de fotos, mas que integre a funcionalidade inovadora de marcar produtos em imagens com links de afiliados para facilitar a compra. Essa proposta tem semelhanças claras com o que hoje é conhecido como Instagram Shopping. A empresa sustenta que seu conceito foi revelado de forma confidencial à Meta, que posteriormente teria utilizado essas informações para desenvolver o recurso similar dentro do Instagram.

Por sua vez, a Meta rejeitou todas as acusações e classificou como inadequada a tentativa da startup de responsabilizá-la usando as legislações antitruste. Em documento protocolado na justiça, a empresa afirmou que "a Ollywan busca usar indevidamente as leis antitruste para culpar a Meta pelo fracasso de seu aplicativo iniciante e pelo sucesso onde a Ollywan fracassou". Até o momento, a Meta não apresentou provas de irregularidades e mantém sua defesa de que agiu dentro dos limites legais.

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Como esse caso envolve conceitos jurídicos e disputas de propriedade intelectual dentro do setor tecnológico, a possibilidade de a Ollywan apresentar uma nova versão do processo pode prolongar essa discussão. A decisão também traz à tona o debate sobre os desafios enfrentados por startups para proteger suas inovações diante de grandes empresas que, segundo acusam alguns, poderiam copiar seus recursos e ganhar escala rapidamente.

Até o momento, outras fontes não confirmaram detalhes além do relato divulgado pelo Olhar Digital, principal canal da notícia. O caso segue em análise pela justiça, que deverá avaliar o conteúdo da nova ação a ser apresentada pela Ollywan, conforme o prazo determinado pela juíza Virginia DeMarchi.

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O que sabemos?

  • Startup Ollywan acusa Meta de copiar ideia do aplicativo Winstag para criar Instagram Shopping.
  • Juíza federal Virginia DeMarchi rejeitou a ação por alegações serem feitas tarde e falta de prova de prejuízo à concorrência.
  • Ollywan pode apresentar uma nova versão da ação com restrições da Justiça.
  • Meta nega irregularidades e acusa Ollywan de tentar usar leis antitruste indevidamente.

Fontes

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