Política

Presidenciáveis criticam emendas parlamentares, mas evitam detalhar propostas para mudar o orçamento

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Candidatos à Presidência defendem reforma e mais transparência no uso das emendas, mas não apontam caminhos claros para alterar os repasses

Candidatos à Presidência discutem reforma no orçamento
Imagem: Folha de S.Paulo

Principal instrumento de distribuição de recursos no Congresso, as emendas parlamentares estão no foco dos discursos dos principais candidatos à Presidência em 2026, que questionam o poder dos parlamentares sobre o orçamento e o espaço reduzido do Executivo, sem apresentar medidas objetivas para modificar o modelo atual.

A maioria dos principais candidatos à Presidência da República em 2026 tem colocado em pauta, durante a campanha eleitoral, a necessidade de uma reforma no sistema de emendas parlamentares. Nomes como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e o deputado Renan Santos (Missão) têm criticado a influência que os parlamentares exercem sobre o orçamento público, apontando que o Executivo perdeu protagonismo na condução dessas verbas.

As emendas parlamentares são instrumentos previstos na Constituição que permitem a senadores e deputados destinarem recursos para projetos e obras em suas bases eleitorais, reforçando seu capital político. Para o Orçamento de 2024, foram previstos cerca de R$ 61 bilhões em emendas, sendo R$ 37,8 bilhões em emendas impositivas, ou seja, aquelas que obrigam o governo a realizar o pagamento dos valores.

Nos discursos, os presidenciáveis denunciam que esses repasses seriam usados como moeda de troca entre o Congresso e o Executivo, dificultando o controle centralizado do orçamento e comprometendo a execução das políticas públicas. Entretanto, os programas dos candidatos não detalham como exatamente pretendem alterar o modelo atual. As propostas apresentadas até agora são genéricas e não especificam medidas objetivas para melhorar a transparência ou restringir o poder dos parlamentares sobre esses recursos.

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O que sabemos?

  • A maioria dos principais candidatos à Presidência em 2026 defende a necessidade de reforma no sistema de emendas parlamentares.
  • Líderes como Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) têm criticado o poder dos parlamentares sobre o orçamento.
  • O Orçamento de 2024 prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas, incluindo R$ 37,8 bilhões em emendas impositivas.
  • As emendas permitem que senadores e deputados destinem recursos para suas bases eleitorais, fortalecendo seu capital político.
  • Os candidatos acusam que esses recursos são usados como moeda de troca entre Congresso e Executivo.
  • Os programas dos presidenciáveis apresentam propostas genéricas, sem detalhamento de medidas para reformar o sistema atual.

Fontes

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