Por que perder uma eleição não significa ficar fora do governo
Candidato derrotado pode integrar o Executivo por indicação do partido, mostram dados do FGV Cepesp
Mesmo sem vencer nas urnas, candidatos a deputado estadual e federal frequentemente assumem cargos no Poder Executivo, revela estudo da FGV Cepesp. O sistema eleitoral brasileiro valoriza o papel dos partidos após a eleição.
No cenário político brasileiro, perder a eleição não necessariamente impede a participação no governo. Segundo pesquisa do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV Cepesp), em parceria com a Folha, muitos candidatos derrotados para o Legislativo acabam ocupando funções no Poder Executivo.
De acordo com os dados do CepespData cruzados com informações do Ministério do Trabalho, um percentual dos candidatos não eleitos nos pleitos de 2010, 2014 e 2018 ainda integrou o Poder Executivo posteriormente. Dependendo do estado e do ano, esses candidatos chegaram a somar entre 7,2% e 14,2% dos votos nominais destinados aos não eleitos, o que demonstra o papel do partido para manter esses atores no governo.
Para a compreensão do eleitor, essa dinâmica pode ser desafiadora, já que mesmo sem conquistar uma cadeira legislativa, esses políticos continuam ativos na administração pública, por meio de indicações e nomeações no Executivo.
O que sabemos?
- Perder uma eleição não significa necessariamente ficar fora do governo: candidatos derrotados podem ocupar postos no Poder Executivo.
- Dados do FGV Cepesp e do Ministério do Trabalho indicam que, em eleições de 2010, 2014 e 2018, parte dos candidatos não eleitos ao Legislativo assumiu cargos no Executivo.
- Entre 7,2% e 14,2% dos votos nominais destinados aos candidatos não eleitos correspondem a esses atores que passaram a integrar o Executivo.
- O partido desempenha papel importante na manutenção desses candidatos em cargos no governo após as eleições.
Fontes
- UOL Notícias imprensa





