Inflação na zona do euro ultrapassa 3% e reforça argumentos para aumento da taxa pelo BCE
Custos mais altos de energia impulsionam alta dos preços em agosto
A inflação anual na zona do euro acelerou para 3,3% em agosto, impulsionada pelo aumento dos custos de energia, reforçando argumentos para novo aumento da taxa de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).
A inflação anual na zona do euro passou de 2,9% em julho para 3,3% em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo Eurostat, órgão oficial de estatísticas da União Europeia. O principal motor para essa aceleração foi o aumento dos custos de energia, motivado pela alta nos preços do petróleo bruto e do gás natural, além do crescimento das margens nas refinarias.
O aumento da inflação acima do patamar de 3% reforça os argumentos para que o Banco Central Europeu (BCE) considere um novo aumento da taxa de juros ainda neste mês, a fim de conter a alta dos preços e garantir a estabilidade econômica.
Apesar do avanço da inflação geral, o levantamento destaca que a inflação subjacente — que exclui os preços mais voláteis de alimentos e combustíveis — recuou levemente, de 2,5% para 2,4% em agosto. Esse número indica que o aumento dos preços está muito centrado nos custos energéticos, enquanto o componente dos serviços, que representa a maior parte da cesta de consumo, desacelerou, passando de 3,3% para 3%.
O Eurostat confirmou ainda que as exigências impostas sobre os preços garantidos são modestas, o que dá alguma margem de conforto às autoridades europeias. Essa circunstância sugere que ainda não houve um efeito em cascata que possa perpetuar uma inflação acelerada de forma mais estruturada, o que exigiria medidas mais duras do BCE.
O que sabemos?
- Inflação anual na zona do euro chegou a 3,3% em agosto, ante 2,9% em julho.
- Aumento dos custos de energia foi o principal impulso para essa alta.
- Inflação subjacente teve leve recuo, de 2,5% para 2,4%, indicativo de que alimentos e combustíveis puxam a alta.
- Pressões da guerra no Irã são apontadas como fator que mantém os preços elevados.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




