Economia

Economista do JPMorgan destaca perspectivas positivas para Brasil em meio a desafios econômicos

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Apesar das incertezas eleitorais, Brasil mantém fundamentos sólidos e potencial de crescimento, embora projeções para 2026 e 2027 indiquem ritmo mais lento

Cassiana Fernandez durante seminário sobre economia em São Paulo
Imagem: CNN Brasil

Cassiana Fernandez, economista-chefe do JPMorgan para América Latina, afirmou que Brasil continua bem posicionado no mercado internacional e possui reservas que protegem a economia, mas alertou para risco de PIB fraco e juros altos em 2027.

O Brasil mantém uma visão estrutural positiva para o longo prazo, mesmo diante das incertezas eleitorais e dos desafios econômicos que deverão ser enfrentados no próximo governo, destacou Cassiana Fernandez, economista-chefe do JPMorgan para a América Latina, nesta terça-feira (1º) durante o seminário “Rumos da Economia”, promovido pelo Lide em São Paulo.

Segundo Cassiana, o país desfruta de vantagens importantes, como a produção de bens com forte demanda no mercado internacional, além de uma solidez nas contas externas e um nível de reservas internacionais que atuam como uma importante proteção para a economia brasileira. Ela também ressaltou a continuidade dos investimentos estrangeiros no Brasil e o potencial para ganhos de produtividade e expansão econômica nos próximos anos.

No entanto, para o curto prazo, a economista apontou uma perda de ritmo no crescimento do país, com projeções de crescimento próximo a 2% em 2026 e cerca de 1% em 2027. Ainda segundo Cassiana, o trimestre final do atual governo e o ano seguinte apresentam riscos como Produto Interno Bruto (PIB) fraco, juros ainda elevados e desafios fiscais, elementos que preocupam o mercado e influenciam o cenário econômico.

Um ponto destacado pela economista foi a necessidade de manter a meta de inflação em 3%. Ela explicou que as dificuldades em ancorar as expectativas inflacionárias limitam a possibilidade de uma redução mais rápida da taxa básica de juros. "Um dos maiores problemas que eu vejo hoje, principalmente na comunicação do Banco Central para não ser mais agressivo no corte da taxa de juros, é exatamente o fato das expectativas de inflação estarem desancoradas", afirmou Cassiana Fernandez.

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De acordo com ela, a previsibilidade da inflação é fundamental para decisões de investimento e planejamento tanto para empresas quanto para famílias. A desconfiança sobre a capacidade da política fiscal em cumprir seu papel impacta diretamente essas expectativas, reforçando a necessidade de medidas que transmitam maior segurança aos agentes econômicos.

Essas análises foram reportadas exclusivamente pela CNN Brasil até o momento, sem confirmação oficial de outras fontes ou pronunciamentos adicionais por parte do JPMorgan ou das autoridades econômicas brasileiras.

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O que sabemos?

  • JPMorgan mantém visão positiva sobre Brasil no longo prazo.
  • Projeções indicam crescimento de cerca de 2% para 2026 e 1% para 2027.
  • Desafios incluem inflação desancorada, juros altos e questões fiscais.
  • Analista destaca importância das reservas internacionais e dos investimentos estrangeiros no país.

Fontes

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