Pesquisadores desenvolvem plástico que vira fertilizante após uso, potencialmente revolucionando o descarte
Inovação mistura sustentabilidade e tecnologia para transformar resíduos plásticos em recursos agrícolas
Um plástico baseado em isossorbida pode, ao final de sua vida útil, ser convertido em fertilizante através de tratamento químico. A novidade promete mudar a forma como encaramos o descarte de materiais plásticos, integrando sustentabilidade e agricultura.
Pesquisadores anunciaram uma inovação que pode transformar a relação entre plástico e agricultura, mostrando que o descarte de determinados materiais pode, ao invés de gerar lixo, se transformar em um recurso útil. Segundo informações ainda não oficialmente confirmadas, eles criaram um plástico feito a partir da isossorbida, um composto derivado da glicose, que ao final de sua vida útil pode se converter facilmente em fertilizante por meio de um tratamento químico com amônia a 90°C por 24 horas.
De acordo com a fonte única, esse plástico funciona como qualquer outro durante sua utilização, não sendo biodegradável em condições normais, ou seja, cumpre seu papel sem degradar-se prematuramente. Mas exatamente na hora de ser descartado, ele pode ser submetido a uma reação química que o decompõe em ureia e mais isossorbida, ambos componentes utilizados diretamente na agricultura como fertilizantes. Essa inovação elimina a necessidade de separar ou purificar o material, tornando o processo potencialmente mais eficiente e acessível.
O grupo de pesquisa também desenvolveu um plastificante chamado ISB-TEG, que deixa o plástico mais flexível — uma característica importante, já que o material original era duro e quebradiço, limitando suas aplicações. Com essa melhora, o plástico pode ser utilizado na fabricação de filmes agrícolas, vasos de mudas, sacolas e embalagens, além de manter a capacidade de se transformar em fertilizante ao fim do uso. Interessantemente, o próprio plastificante também vira componente de fertilizante após o tratamento químico, ampliando ainda mais as possibilidades de reaproveitamento do material.
Para testar a eficácia do produto, os pesquisadores utilizaram o fertilizante derivado do plástico para cultivar duas plantas de referência na ciência: a Arabidopsis thaliana, comum em estudos laboratoriais, e o komatsuna, uma hortaliça típica da culinária. Segundo a fonte, os resultados no crescimento das plantas foram semelhantes aos obtidos com fertilizante de ureia comercial, indicando potencialidade agrícola para o novo insumo.
O pesquisador responsável afirmou que os resultados são promissores e podem abrir caminho para uma nova geração de plásticos considerados recursos, e não lixo. Segundo ele, a visão de futuro é de que resíduos plásticos de origem doméstica ou agrícola possam ser reciclados rotineiramente, evitando a acumulação e contribuindo para uma agricultura mais sustentável. Ainda não há confirmação de que esse plástico já esteja sendo produzido em larga escala ou comercializado, e o clube não se pronunciou oficialmente sobre o avanço — o que mantém a pesquisa em estágio experimental.
O que sabemos?
- Plástico feito de isossorbida pode virar fertilizante após descarte.
- Transformação ocorre com tratamento químico com amônia a 90°C por 24 horas.
- Novo plastificante ISB-TEG torna o plástico mais flexível.
- Testes com plantas mostraram crescimento semelhante ao fertilizante de ureia.
- Ainda não há confirmação de produção ou uso em larga escala.
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada




