Bactérias geneticamente modificadas podem acelerar redução de CO₂ nos oceanos
Descoberta publicada na Nature Biotechnology aponta uso de Alteromonas macleodii para otimizar ciclo natural de erosão e resfriar o planeta
Cientistas desenvolveram bactérias modificadas para acelerar a decomposição de minerais nos oceanos, aumentando a absorção de gás carbônico da atmosfera. A pesquisa foi divulgada pela revista Nature Biotechnology em 28 de agosto de 2026.
Pesquisadores vêm investigando maneiras de equilibrar o ciclo natural que regula o gás carbônico (CO₂) na atmosfera, buscando acelerar a remoção do excesso desse gás para combater o aquecimento global. Segundo a Revista Galileu, um estudo recente, publicado na Nature Biotechnology em 28 de agosto de 2026, apresenta uma solução inovadora: o uso de bactérias geneticamente modificadas capazes de contribuir para a diminuição do carbono nos oceanos.
Até agora, sabia-se que a erosão natural das rochas libera partículas minerais que, ao se dissolverem na água, absorvem CO₂ da atmosfera, ajudando a resfriar o planeta. O processo passa pela decomposição da olivina — um mineral composto por silício e oxigênio, que se quebra em magnésio, ferro e silicato — e pela formação de bicarbonato na água, que captura o carbono. No entanto, um desafio reside no ferro liberado, que exposto ao ar torna-se insolúvel e pode representar risco à vida marinha, limitando a eficácia do processo.
É nesse contexto que a bactéria Alteromonas macleodii entra em cena. Modificada geneticamente, ela acelera a decomposição dos minerais, aumentando a quantidade de CO₂ removida da atmosfera para a água. A ideia não é promover o aquecimento para aumentar erosão, mas acelerar o ciclo natural que já ocorre, otimizando o “termostato” planetário.
Embora o estudo tenha sido divulgado recentemente e as informações sobre possíveis impactos ainda não tenham sido confirmadas oficialmente por outras fontes, trata-se de um passo promissor para alternativas de mitigação das mudanças climáticas. Segundo a publicação, o uso dessas bactérias pode tornar o processo natural de resfriamento da Terra mais eficiente, potencialmente reduzindo a concentração de CO₂ de forma mais rápida.
Especialistas ainda investigam se a liberação de ferro insolúvel decorrente do processo poderá causar efeitos nocivos à vida marinha, um ponto que precisa ser esclarecido para avaliar riscos e benefícios dessa tecnologia biológica.
O que sabemos?
- Erosão natural das rochas ajuda a remover CO₂ da atmosfera.
- O processo natural libera ferro insolúvel que pode afetar a vida marinha.
- Bactérias Alteromonas macleodii modificadas geneticamente aceleram a decomposição mineral.
- Estudo foi publicado na revista Nature Biotechnology em 28/08/2026, e só está confirmado pela Revista Galileu.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada





