Novas imagens trazem detalhes da superfície turbulenta de Betelgeuse
Observações feitas pelo ALMA em 2023 destacam regiões quentes e movimentação intensa de gás na supergigante vermelha
Imagens recentes capturadas pelo telescópio ALMA mostram que Betelgeuse possui uma superfície instável com áreas quentes que podem permanecer por anos, ajudando a entender melhor seu comportamento.
Betelgeuse, uma supergigante vermelha conhecida por seu tamanho colossal e presença constante nos estudos da astronomia, teve sua superfície revelada em detalhes por imagens capturadas pelo radiotelescópio ALMA em 2023. Segundo informações divulgadas pelo Olhar Digital, essas imagens auxiliam no aprofundamento do conhecimento sobre seu comportamento e estrutura.
A estrela, com massa quase 20 vezes maior que a do Sol e inchada a quase 800 vezes seu tamanho, apresentou novas características visíveis. Sua parte externa é formada por grandes regiões de gás que se movimentam e exibem temperaturas variáveis. Duas áreas especialmente quentes foram identificadas: uma na região nordeste e outra no sudoeste da estrela, com a mais quente delas atingindo temperaturas cerca de 530 graus Celsius acima do gás circundante.
Para colocar esses números em perspectiva, Betelgeuse possui temperatura média ao redor de 2.030 graus Celsius. A existência dessas regiões mais quentes sugere que material mais aquecido sobe das camadas internas para as externas, provocando mudanças e instabilidades na sua atmosfera. Observações recentes também indicam que a superfície da supergigante é instável e que ela não é perfeitamente redonda.
Um aspecto intrigante das imagens está na comparação com dados de 2015, também obtidos pelo ALMA. Uma das regiões quentes aparece em local semelhante ao observado naquele ano, sugerindo que essa estrutura pode ter permanecido por, pelo menos, sete anos. De acordo com os modelos tradicionais usados por astrônomos, fenômenos desse tipo deveriam mudar ou desaparecer em períodos mais curtos, o que torna esse resultado particularmente interessante para novos estudos.
Vale destacar que Betelgeuse já havia sido fotografada diretamente em 1995 pelo Telescópio Espacial Hubble, sendo esta a primeira imagem direta de uma estrela que não fosse o Sol.
O que sabemos?
- Betelgeuse é uma supergigante vermelha com massa cerca de 20 vezes maior que a do Sol e tamanho quase 800 vezes maior.
- A estrela possui uma superfície instável formada por grandes regiões de gás em movimento com temperaturas diferentes.
- Em 2023, imagens do ALMA identificaram duas áreas quentes na superfície, uma ao nordeste e outra ao sudoeste, com a mais quente cerca de 530°C acima do gás ao redor.
- Betelgeuse tem temperatura média aproximada de 2.030°C.
- Material mais quente sobe das camadas internas para a atmosfera, provocando mudanças.
- Uma região quente observada em 2015 também foi detectada em 2023, indicando que pode ter permanecido ao menos sete anos.
- Betelgeuse não é perfeitamente redonda.
- A primeira imagem direta da estrela foi feita em 1995 pelo Telescópio Espacial Hubble.
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada
- Olhar Digital fonte especializada





