Rio inicia monitoramento de dependência em apostas nas consultas de saúde
Perguntas sobre jogos foram incluídas em atendimentos de Atenção Primária para identificar sinais de vício
Desde agosto, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio tem aplicado duas perguntas sobre apostas em consultas de rotina. Em uma semana, mais de 3 mil pacientes foram questionados e cerca de 1% apresentou sinais de alerta relacionados à dependência.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio iniciou, em agosto, a inclusão de perguntas específicas sobre apostas e jogos de azar nas consultas de rotina da rede de Atenção Primária. Esta iniciativa tem como objetivo detectar precocemente sinais de dependência em jogos, oferecendo acompanhamento adequado e evitando o agravamento do problema.
Segundo informações disponibilizadas pelo G1, a estratégia consiste em fazer duas perguntas durante o atendimento: "Você já sentiu necessidade de apostar ou jogar valores cada vez maiores?" e "Você já precisou mentir para pessoas importantes sobre quanto aposta ou joga?". As respostas são registradas no prontuário eletrônico do paciente.
Em apenas uma semana de aplicação das perguntas, 3.070 pacientes foram avaliados. Desses, 22 pessoas apontaram sentir necessidade crescente de apostar, enquanto 15 admitiram ter mentido para familiares sobre o montante gasto com jogos. Isso representa quase 1% dos consultados apresentando algum sinal de alerta. É importante frisar, conforme a fonte, que a resposta positiva não significa que a pessoa tenha dependência ou vício confirmado.
O atendimento inicial ocorre em cerca de 240 unidades das chamadas Atenções Primárias, que compreendem postos de saúde e clínicas da família espalhadas pelo município. Além do apoio direto aos apostadores, a rede municipal de saúde também oferece acolhimento e suporte para os familiares que são afetados pela dependência de jogos.
A publicação da informação até o momento ocorreu apenas pelo G1, sem confirmação oficial por parte da Secretaria Municipal de Saúde do Rio. Ainda não há detalhes sobre a extensão do programa ou se haverá expansão da estratégia para outras regiões da cidade. O monitoramento, contudo, revela uma preocupação crescente das autoridades municipais com a saúde mental relacionada aos jogos e apostas, que podem acarretar sérios impactos sociais e econômicos para os envolvidos.
O que sabemos?
- Desde agosto, perguntas sobre apostas são feitas em consultas de rotina na rede municipal de saúde do Rio.
- Em uma semana, 3.070 pacientes responderam às perguntas, com quase 1% apresentando sinais de alerta.
- Foram identificadas 22 pessoas com necessidade crescente de apostar e 15 que mentiram para familiares sobre gastos.
- O atendimento é ofertado em cerca de 240 unidades de Atenção Primária e também inclui suporte para familiares.
Fontes
- G1 imprensa





