Brasil confirma quatro casos de Febre do Nilo Ocidental, com primeiro óbito em Santa Catarina
Doença transmitida por mosquitos tem registros esporádicos desde 2009, mas agora preocupa autoridades
Nesta terça-feira, 25, o Brasil atingiu a marca de quatro casos humanos de Febre do Nilo Ocidental, incluindo uma morte em Santa Catarina. A doença, que até então circulava principalmente entre animais, passa a ser monitorada com mais atenção pelos órgãos de saúde.
O Brasil registrou, nesta terça-feira (25), quatro casos humanos de Febre do Nilo Ocidental, doença transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. Dois pacientes são de São Paulo e dois de Santa Catarina, segundo apuração feita com base em dados divulgados pela Editora Abril. Entre os infectados, uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba (SC), faleceu na tarde de segunda-feira, configurando o primeiro óbito recente registrado no país pela doença nesta região.
Além do caso fatal, os outros pacientes são um homem que mora em Caçador, também em Santa Catarina, já liberado do hospital, uma mulher de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, que estava com diagnóstico confirmado, viajou recentemente para a Amazônia e já está recuperada, e uma adolescente residente em São José do Rio Preto (SP), que permanece internada para acompanhamento médico. O Ministério da Saúde informou ainda que há uma suspeita de caso no Piauí, local onde a doença já havia sido detectada anteriormente, mas esse último registro ainda está em investigação.
O vírus do Nilo Ocidental foi descoberto em 1937, na região do Nilo Ocidental, ao norte de Uganda, na África, e chegou ao Brasil em 2009. Inicialmente, sua circulação foi observada de forma esporádica entre animais, especialmente aves silvestres e cavalos, com destaque para registros no Pantanal. O primeiro caso humano confirmado no país só ocorreu em 2014, no Piauí, que também notificou o primeiro óbito por Febre do Nilo Ocidental em 2017. Desde então, o diagnóstico da doença permanece um desafio para os profissionais de saúde, dada a semelhança dos sintomas com outras doenças e a pouca familiaridade nacional com o vírus.
As autoridades de saúde públicas brasileiras estão investigando as características epidemiológicas dos casos recentes para determinar onde e como as infecções ocorreram. Entre os fatores avaliados, estão as viagens recentes dos pacientes, como a mulher de Ribeirão Preto que esteve na Amazônia. Entende-se que o contato com mosquitos infectados é a principal forma de transmissão do vírus, destacando a importância do controle de vetores e da vigilância epidemiológica preventiva.
Esse cenário reforça a necessidade de maior atenção e conscientização sobre doenças transmitidas por mosquitos, especialmente em regiões onde o vírus ainda não demonstrava transmissão significativa entre humanos. O aumento do registro de casos no Brasil nos últimos anos chama a atenção para potenciais riscos de expansão da Febre do Nilo Ocidental, demandando empenho das autoridades para evitar novos surtos e proteger a população.
O que sabemos?
- Brasil chegou a quatro casos humanos de Febre do Nilo Ocidental em 25 de abril de 2023.
- Dos quatro pacientes, dois moram em Santa Catarina e dois em São Paulo.
- Uma mulher de 77 anos morreu em Imbituba (SC) na tarde de segunda-feira.
- O vírus é transmitido por mosquitos do gênero Culex e circula entre animais desde 2009 no Brasil.
O que ainda não foi confirmado?
- Há suspeita de caso no Piauí ainda em investigação pelo Ministério da Saúde.
Fontes
- Superinteressante fonte especializada



