Qual a real chance de você sobreviver a um raio?
Dados do Brasil e dos EUA revelam as estatísticas sobre impactos e mortes por raios e desvendam mitos sobre esses fenômenos
Apesar do poder letal dos raios, a maioria das pessoas atingidas sobrevive. No Brasil, cerca de 500 pessoas são atingidas anualmente, mas a taxa de mortalidade pode variar entre 1,4% e 26%, conforme diferentes estudos. Nos EUA, quase 90% dos atingidos sobrevivem.
Ser atingido por um raio é um evento assustador e relativamente raro, mas quais são exatamente as chances de sair vivo dessa experiência? Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), principal agência de saúde pública dos Estados Unidos, aproximadamente 90% das pessoas atingidas por raios naquele país sobrevivem. Essa estatística já pode soar surpreendente para quem imagina que o impacto do raio seja quase sempre fatal.
No Brasil, a dinâmica é diferente, embora sigamos enfrentando milhões de descargas anualmente. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), cerca de 77,8 milhões de raios atingem o solo brasileiro todos os anos. Em média, 500 pessoas são atingidas por esses eventos anualmente, e, segundo as estatísticas mais tradicionais de 2013, cerca de 130 delas morrem em decorrência das descargas elétricas, o que representa cerca de 26% dos atingidos.
No entanto, essa taxa de mortalidade de 26% pode estar superestimada, conforme contas mais recentes feitas a partir do levantamento do INPE que considerou o período de 2000 a 2019. Nesse intervalo, foram registradas 2.194 mortes por raios, uma média anual de 110 óbitos. Considerando os 77,8 milhões de raios anuais, isso resulta em uma taxa de mortalidade bastante modesta, de apenas 1,4%. Embora os dados sejam provenientes de estudos diferentes e períodos variados, é certo que a chance de morrer atingido por um raio ao longo da vida é baixa: 1 entre 25 mil, segundo o INPE.
Um dos motivos pelos quais a mortalidade não é tão alta está relacionado à forma como o raio atinge as pessoas. Um estudo publicado em 2022, citado pela Revista Galileu, explica que ser atingido por um raio nem sempre significa receber a descarga elétrica diretamente, o que pode reduzir os impactos fatais do evento. Isso contribui para que a chance de sobreviver seja alta, mesmo diante da força imensa de tais descargas.
Esses números reforçam a importância de entender o fenômeno dos raios dentro de uma perspectiva realista, desmistificando o medo irracional, mas sem subestimar os riscos. Seja nos EUA ou no Brasil, as descargas elétricas geram um perigo considerável, mas a sobrevivência é mais comum do que muitos imaginam, desde que sejam adotados cuidados adequados durante tempestades.
O que sabemos?
- Nos EUA, quase 90% das pessoas atingidas por raios sobrevivem, segundo o CDC.
- No Brasil, cerca de 77,8 milhões de raios atingem o solo anualmente, segundo o INPE.
- Estima-se que 500 pessoas sejam atingidas por raios por ano no Brasil, com 130 mortes segundo dados antigos (26% de mortalidade).
- Levantamento do INPE entre 2000 e 2019 apontou média anual de 110 mortes por raios, representando 1,4% de taxa de mortalidade em relação ao total de raios.
O que ainda não foi confirmado?
- Estudo de 2022 que mostra que não se é necessariamente o receptor direto da descarga quando atingido por um raio, divulgado apenas pela Revista Galileu.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada



