Policial

MP-ES pede R$ 500 mil por danos causados por dentistas em cirurgias proibidas em Vila Velha

Em apuração ?

Três mulheres apresentam complicações graves após procedimentos estéticos realizados no Instituto Laranja

Instituto Laranja em Vila Velha, local dos procedimentos
Imagem: G1

Ministério Público do Espírito Santo denunciou dois dentistas por cirurgias invasivas ilegais que deixaram vítimas com deformidades e infecções. A Justiça ainda não aceitou a denúncia formalmente.

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou os dentistas Mariana Barros Laranja Roeder e Nathan Laranja Roeder Holz, acusados de realizarem cirurgias plásticas invasivas e proibidas no rosto e pescoço de pacientes em Vila Velha, na Grande Vitória. Segundo a Promotoria, as intervenções aconteciam no Instituto Laranja, que funcionava com alvará sanitário vencido, e provocaram danos graves em pelo menos três mulheres, incluindo infecções severas, necrose e deformidades permanentes.

Três vítimas foram ouvidas e relataram complicações traumáticas. Uma idosa de 60 anos apresentou infecção com necrose e ficou com deformidades físicas que a impediram de retomar suas atividades ocupacionais. Outra paciente relatou ter sofrido perfuração no rosto causada por necrose após o procedimento ter sido interrompido para gravação de vídeos. A terceira mulher relatou o rompimento completo dos pontos cirúrgicos, o que agravou o quadro pós-operatório.

Além do pedido de indenização de R$ 500 mil para as vítimas por danos morais e materiais, o MPES solicitou medidas cautelares para impedir novas ocorrências, incluindo a suspensão das atividades dos dentistas, apreensão dos passaportes dos profissionais e proibição de que deixem Vila Velha. Os denunciados poderão responder por exercício ilegal da profissão e lesão corporal. No entanto, a Justiça ainda não aceitou a denúncia formal enviada pelo MP.

De acordo com o Ministério Público, a atuação dos denunciados ultrapassou os limites legais e regulamentares permitidos à odontologia. Procedimentos considerados cirurgias plásticas invasivas não são autorizados para o exercício profissional dos denunciados, evidenciando uma possível prática irregular e com riscos elevados aos pacientes. O Instituto Laranja, local dos atendimentos, operava irregularmente com o alvará sanitário vencido, o que agrava ainda mais a situação.

O caso ganhou repercussão após relatos de complicações sérias que levaram o MPES a agir para garantir reparação às vítimas e prevenir novos danos. Até o momento, não há posicionamento oficial do Instituto Laranja ou dos dentistas denunciados, e a denúncia está em análise pela Justiça.

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O que sabemos?

  • Ministério Público do Espírito Santo denunciou os dentistas Mariana Barros Laranja Roeder e Nathan Laranja Roeder Holz por cirurgias plásticas invasivas e proibidas no rosto e pescoço.
  • Procedimentos foram realizados no Instituto Laranja, em Vila Velha, que operava com alvará sanitário vencido.
  • Três mulheres vítimas relataram complicações graves: uma idosa de 60 anos teve infecção e necrose, ficando com deformidades e incapacidade ocupacional; outra teve perfuração no rosto por necrose após interrupção da cirurgia para gravação de vídeos; a terceira sofreu rompimento completo dos pontos cirúrgicos.
  • O Ministério Público pede indenização de R$ 500 mil por danos morais e materiais para as vítimas.
  • Foram solicitadas medidas cautelares, como suspensão de atividades, apreensão de passaportes e proibição de deixar Vila Velha.
  • Os denunciados podem responder por exercício ilegal da profissão e lesão corporal.
  • A Justiça ainda não aceitou a denúncia formal enviada pelo Ministério Público.

Fontes

  • G1 imprensa
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