Policial

Produtor cultural que ficou preso 363 dias lança instituto contra erros da Justiça

Em apuração ?

Ângelo Gustavo Pereira Nobre cria organização para oferecer suporte jurídico gratuito a vítimas de prisões injustas

Ângelo Gustavo Pereira Nobre no lançamento do Instituto Gustavo Nobre em 31 de agosto
Imagem: G1

Após passar quase um ano preso injustamente, Ângelo Gustavo lançou um instituto em seu nome para ajudar pessoas que sofrem com falhas judiciais, com apoio de celebridades e voluntários.

Ângelo Gustavo Pereira Nobre, produtor cultural que ficou preso injustamente por 363 dias no Rio de Janeiro, lançou nesta segunda-feira (31) o Instituto Gustavo Nobre, voltado a apoiar vítimas de erros da Justiça com assistência jurídica gratuita oferecida por voluntários. A data escolhida para o lançamento marca os cinco anos desde que ganhou a liberdade, segundo ele mesmo.

Em 2020, Ângelo foi acusado de roubo de carro, apesar de estar na igreja quando o crime aconteceu. O reconhecimento que motivou sua prisão baseou-se exclusivamente em uma foto encontrada em rede social, uma prática que a Polícia Civil do Rio desaconselha, alertando para o risco de erros. Um levantamento recente apontou que 83% dos presos injustamente após serem identificados apenas por imagens são jovens, negros e pobres, aumentando a preocupação com o método.

Ângelo, hoje com 35 anos, foi o primeiro no Rio de Janeiro a receber indenização estatal por prisão injusta, marco que tornou seu caso emblemático. Nesta segunda, ele compartilhou um vídeo nas redes sociais em que conversa com amigos e apoiadores famosos, como Rafael Zulu, Regina Cazé, Raphael Logam e Roberta Rodrigues, convidando esta última para ser embaixadora do projeto.

Na legenda da publicação, Ângelo resumiu o significado desse momento: "Hoje não é só o dia em que eu conto uma novidade. Hoje é o dia em que uma dor ganha propósito. 31 de agosto. Dia do meu renascimento. O começo de um novo capítulo e de uma missão que eu carrego no peito: fazer com que outras pessoas não precisem passar pela injustiça que eu passei."

Até o momento, a informação foi divulgada apenas pelo G1, sem confirmação oficial por outras fontes ou pronunciamento do clube ou órgão judicial envolvido.

Publicidade

O que sabemos?

  • Ângelo Gustavo ficou preso injustamente por 363 dias no Rio de Janeiro.
  • Ele foi acusado de roubo de carro, mas estava na igreja no momento do crime e foi reconhecido por foto em rede social.
  • Em 31 de agosto, data da liberdade dele há cinco anos, lançou o Instituto Gustavo Nobre para ajudar vítimas de erros judiciais.
  • Instituto oferece suporte jurídico gratuito por voluntários e conta com apoio de celebridades.

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade