Desastres naturais no Nepal e na China deixam mais de 1.300 mortos em uma semana
Colapso de geleira, enchentes e deslizamentos provocam enorme crise humanitária na região dos Himalaias
Enchentes e deslizamentos causados por uma ruptura de geleira no Nepal resultaram em mais de 1.300 mortos e dezenas de desaparecidos. A operação de resgate inclui equipes militares e uso de tecnologia para localizar vítimas nos túneis da usina hidrelétrica.
Nas últimas semanas, o Nepal enfrenta uma devastadora crise causada por enchentes e deslizamentos de terra, que já deixaram ao menos 1.295 mortos e cerca de 5.500 desaparecidos, conforme informações de fontes oficiais do país. A tragédia teve início após o colapso de uma geleira na região fronteiriça com a China, em 26 de agosto, desencadeando uma avalanche de gelo, rochas e lama que atingiu o rio Trishuli, provocando destruição em cidades, vilarejos e uma grande perda de vidas humanas.
De acordo com o chefe da autoridade nacional de gestão de desastres do Nepal, a avaliação preliminar estima em pelo menos 387,5 bilhões de rúpias nepalesas — cerca de US$ 2,56 bilhões — os prejuízos causados por esses desastres, incluindo perdas de bens, moradias e infraestrutura. Ainda segundo essa fonte, a recuperação nos primeiros meses deve custar aproximadamente US$ 52,6 milhões (R$ 269,5 milhões), para reconstrução de estradas, abrigos temporários, abastecimento de água e restabelecimento de energia elétrica. A expectativa é que uma avaliação mais detalhada seja feita em breve.
O impacto na região é dramático: mais de 20 mil casas precisarão ser reconstruídas, sendo que pelo menos 7.500 já foram completamente destruídas, segundo o mesmo boletim. O desastre também atingiu a China, onde as inundações e deslizamentos, relacionados à mesma avalanche, resultaram na morte de 31 pessoas desde o dia 26 de agosto, além do desaparecimento de outras 531. As autoridades chinesas informaram que ainda há cerca de 531 pessoas desaparecidas no lado chinês, e o número de mortos no país vizinho aumentou de 21 para 31 nas últimas semanas.
Nos esforços de resgate, uma equipe de oito pessoas do Nepal conseguiu salvar com vida dois trabalhadores de uma usina hidrelétrica na região do Himalaia, enquanto um terceiro corpo foi encontrado em um túnel da usina Trishuli 3A. Segundo a Autoridade de Eletricidade do Nepal, o corpo de Binod Pandey foi localizado horas após o resgate, e uma equipe composta por 11 pessoas, incluindo familiares dos desaparecidos, foi enviada às áreas próximas para ampliar as buscas. O vice-gerente da autoridade, Suresh Raut, declarou que as buscas e o resgate no túnel serão encerrados, pois há pouca chance de encontrar outras vítimas ali. Ainda assim, o Exército local estima que aproximadamente 40 pessoas podem estar presas nas profundezas do túnel, cujas condições de saúde permanecem desconhecidas. Para localizar possíveis sobreviventes, as equipes estão utilizando detectores térmicos, câmeras de longo alcance, veículos operados remotamente e drones, conforme informou o comandante de operações militares em entrevista à CNN.
O drama no Nepal continua, e as operações de resgate seguem em andamento, com esperança de encontrar possíveis sobreviventes enquanto a população enfrenta as consequências de um desastre natural de grande escala. Ainda aguardam confirmações oficiais detalhes sobre o número exato de desaparecidos e o estágio das operações de reconstrução na região.
O que sabemos?
- Mais de 1.300 mortos no Nepal devido a enchentes e deslizamentos
- Geleira colapsou na fronteira com a China em 26 de agosto
- Destruição de pelo menos 7.500 casas no Nepal
- Segundo fontes, o desastre na região causa prejuízos estimados em US$ 2,56 bilhões
- Operações de resgate incluindo uso de tecnologia para localizar vítimas nos túneis
Fontes
- CNN Brasil imprensa



