Fabricantes chinesas buscam parceria para disputar leilão de baterias no Brasil
Jinko ESS fecha acordo com UCB Power para nacionalizar tecnologia e atender critérios do setor elétrico
Empresas chinesas de sistemas de armazenamento de energia, entre elas Jinko ESS, negociam com companhias brasileiras para nacionalizar projetos e participar de leilão marcado para dezembro, que exige conteúdo local para baterias.
Fabricantes chinesas de sistemas de armazenamento de energia, como a Jinko ESS, do grupo JinkoSolar Holding, estão firmando parcerias com empresas brasileiras do setor com o objetivo de nacionalizar seus projetos para participar do primeiro leilão brasileiro para baterias, previsto para 2 de dezembro. A Jinko ESS anunciou no dia 31 um memorando de entendimento (MoU) com a UCB Power para explorar a nacionalização da tecnologia.
O leilão, definido para dezembro, terá duas contratações exclusivas para baterias "nacionais", categoria que permite considerar sistema de armazenamento como brasileiro mesmo que utilize células importadas — uma vez que o Brasil ainda não produz esses componentes básicos para baterias. A nacionalização prevista abrange o desenvolvimento e a fabricação dos "packs" de baterias, do software de gerenciamento, dos inversores e de outras infraestruturas relacionadas ao sistema.
Vinicius Berná, diretor-executivo comercial e de novos negócios da UCB Power, destacou: "A nacionalização também poderá facilitar o acesso a alternativas de financiamento disponíveis no Brasil, incluindo linhas do BNDES".
O Brasil ainda precisa superar o desafio da produção nacional de células para baterias, confiando na nacionalização parcial para manter regras de conteúdo local e incentivar a expansão da infraestrutura para armazenamento energético.
O que sabemos?
- Fabricantes chinesas de sistemas de armazenamento de energia, como Jinko ESS, buscam parcerias no Brasil para nacionalizar projetos e participar do leilão de baterias marcado para 2 de dezembro.
- Jinko ESS anunciou um memorando de entendimento com a UCB Power para explorar a nacionalização da tecnologia de sistemas de armazenamento de energia.
- O leilão terá duas contratações exclusivas para baterias consideradas "nacionais", permitindo uso de células importadas devido à ausência de produção nacional dessas células.
- A nacionalização envolve o desenvolvimento e fabricação dos "packs" de baterias, software de gerenciamento, inversores e outras infraestruturas.
- Segundo Vinicius Berná, a nacionalização poderá facilitar o acesso a alternativas de financiamento disponíveis no Brasil, incluindo linhas do BNDES.
- O Brasil não produz células básicas para baterias e adota a nacionalização parcial para atender às regras de conteúdo local e expandir a infraestrutura de armazenamento energético.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





