Bitcoin cai com tensão geopolítica e compras bilionárias no mercado
Ativo é afetado pela alta do petróleo e incertezas sobre aumento das taxas nos EUA, enquanto grandes investidores retomam aquisições
O Bitcoin registrou queda nesta terça-feira (1º), pressionado pelo avanço das tensões entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou a cotação do petróleo e aumentou as expectativas de juros mais altos pelo Federal Reserve.
O mercado de criptomoedas sentiu o impacto das recentes tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. Na terça-feira (1º), o Bitcoin operou em baixa de 2,32%, negociado a US$ 77.220,00 por volta das 16 horas (horário de Brasília), conforme dados da plataforma Binance. O Ethereum acompanhou a desaceleração e caiu 2,60%, para US$ 2.415,44.
O movimento de queda do Bitcoin ocorre em meio à escalada de ataques mútuos entre Washington e Teerã, o que elevou o preço do petróleo. Esse avanço dos combustíveis fósseis reforça pressões inflacionárias globais e fortalece a expectativa de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, mantenha uma postura mais rígida na política de juros elevados para conter a inflação.
Segundo Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, o retração atual é "uma correção natural após a forte alta de agosto". Ele destaca que o ativo digital ainda sustenta o suporte em torno dos US$ 77 mil e tem se mantido numa faixa relativamente estreita abaixo dos US$ 80 mil. Fontes também observa que, apesar dos problemas externos, o mercado de criptomoedas tem demonstrado "certa resiliência".
Um dos fatores que ajuda a sustentar o preço, segundo o especialista, são novas compras corporativas. De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, a Strategy, uma grande investidora institucional, retornou ao mercado e adquiriu 4.603 bitcoins por cerca de US$ 369,7 milhões, a um preço médio de US$ 80.318. Com essa aquisição, a carteira da empresa alcançou um total de 845.050 bitcoins, valorizados hoje em aproximadamente US$ 66 bilhões.
Além do Bitcoin, outras commodities tiveram movimentações relevantes no mesmo cenário: o ouro registrou sua terceira queda seguida, pressionado pela alta do petróleo e pela expectativa de juros mais agressivos do Fed. Do lado das bolsas europeias, os índices fecharam em baixa, impactados pelas mesmas razões, com juros em alta e preços do petróleo em avanço.
O que sabemos?
- Bitcoin operou em baixa nesta terça-feira (1º), com queda de 2,32%, cotado a US$ 77.220,00 às 16h (Brasília), conforme Binance.
- Ethereum também caiu 2,60%, para US$ 2.415,44, na mesma data e horário.
- Escalada de ataques entre Estados Unidos e Irã elevou preço do petróleo, ampliando pressões inflacionárias e fortalecendo expectativa de juros mais altos pelo Federal Reserve.
- Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin, classifica a queda do Bitcoin como correção natural após forte alta em agosto, afirmando que o ativo mantém suporte em US$ 77 mil e lateraliza abaixo dos US$ 80 mil.
- Fontes aponta que o mercado de criptomoedas mostra certa resiliência mesmo diante do cenário geopolítico desfavorável.
- Segundo dados da CNN Brasil, a Strategy adquiriu 4.603 bitcoins por cerca de US$ 369,7 milhões, chegando a um total de 845.050 bitcoins, avaliados em aproximadamente US$ 66 bilhões.
- O ouro teve sua terceira queda consecutiva, pressionado pela alta do petróleo e expectativas de políticas monetárias mais rígidas pelo Fed.
- As bolsas europeias fecharam em queda, impactadas por juros em alta e preços do petróleo ascendentes.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





