Tarifas americanas atingem exportações paulistas e freiam investimentos
Levantamento da Fiesp aponta que 70% das indústrias de São Paulo enfrentam queda nos pedidos dos EUA após aumento tarifário
Com a elevação das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, cerca de 70% das indústrias paulistas exportadoras registram redução significativa de pedidos. A produção e os investimentos também foram afetados, conforme pesquisa da Fiesp.
São Paulo enfrenta um impacto nas exportações para os Estados Unidos após o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), cerca de 70% das indústrias de transformação exportadoras do estado já registraram redução nos pedidos vindos do mercado americano. A pesquisa ouviu 174 empresas e apontou que em 42,9% delas a queda no volume de pedidos foi superior a 25%.
Para contornar esse cenário, a Fiesp detalha que 28,6% das empresas reduziram sua margem de lucro para absorver parte do custo adicional gerado pelas tarifas. Já 26,2% mantiveram os preços e repassaram o impacto aos compradores nos Estados Unidos.
O efeito das tarifas se refletiu também na produção, com 41,4% das indústrias reduzindo a utilização da capacidade instalada. Essa mesma proporção passou a negociar preços com seus clientes. Além disso, 31% das empresas suspenderam ou adiaram investimentos previstos.
Apesar dessas alterações no cenário econômico, a Fiesp destacou que a maioria das indústrias (55,2%) manteve seu quadro de funcionários inalterado.
O aumento das tarifas americanas foi oficializado após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), como parte de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A elevação inclui uma tarifa adicional de 12,5% que incide sobre os 25% já aplicados, resultando em alíquotas que podem chegar a 37,5% para uma série de produtos brasileiros exportados.
O que sabemos?
- Cerca de 70% das indústrias paulistas que exportam para os Estados Unidos registraram redução nos pedidos após a elevação das tarifas dos EUA.
- Em 42,9% das empresas pesquisadas, a queda no volume de pedidos foi superior a 25%.
- Para lidar com o impacto das tarifas, 28,6% das empresas reduziram suas margens e 26,2% mantiveram preços repassando o custo aos compradores.
- 41,4% das indústrias reduziram a utilização da capacidade instalada e passaram a negociar preços com seus clientes.
- 31% das empresas suspenderam ou adiaram investimentos.
- 55,2% das empresas mantiveram o quadro de funcionários inalterado.
- As tarifas americanas incluem uma alíquota base de 25% acrescida de uma tarifa adicional de 12,5%, totalizando 37,5% para determinados produtos brasileiros.
- A aplicação das tarifas foi oficializada após recomendação do USTR, em investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





