Barreiras comerciais complicam mercado da carne bovina brasileira na China e Europa
China aplica taxa extra e Europa estabelece barreiras, afetando exportações e imagem do produto brasileiro
O Brasil enfrenta novas dificuldades nas exportações de carne bovina: a cota chinesa de importação sem taxa já está preenchida, enquanto a União Europeia começa a aplicar barreiras que impactam a imagem do produto, revela análise do jornalista Mauro Zafalon.
O mercado brasileiro de carne bovina passa por um momento delicado, marcado por restrições comerciais que elevam custos e afetam a percepção externa dos consumidores. Segundo o jornalista Mauro Zafalon, especialista em jornalismo e ciências sociais com MBA em derivativos pela USP, a cota chinesa de importação sem a taxa extra de 55% já está preenchida. Esse tributo adicional, somado à taxa padrão de 12%, foi imposto pela China não por questões sanitárias, mas para proteger seus pecuaristas internos.
Essa taxa encareceu o produto brasileiro e reduziu seu volume no mercado chinês, que é um dos principais compradores de carne bovina do Brasil. No entanto, Zafalon explica que essa redução deve ser temporária: a importação sem a taxa extra deve ser retomada em janeiro, com um volume estimado de até 1,128 milhão de toneladas. Para isso, as encomendas já estão previstas para os próximos meses, o que mantém o mercado aquecido apesar das recentes dificuldades.
Enquanto isso, a União Europeia também aplica barreiras às importações da proteína animal brasileira a partir desta semana. Embora o volume perdido seja considerado pequeno, o peso maior da situação recai sobre a imagem da carne brasileira, que tende a sofrer desgaste diante dos consumidores europeus. Segundo Zafalon, apesar de o mercado europeu oferecer preços mais vantajosos pela carne bovina nacional, as barreiras impostas têm um impacto simbólico e comercial significativo.
É importante destacar que as informações sobre essas barreiras comerciais têm como única fonte oficial a Folha de S.Paulo, e ainda não foram confirmadas por outras entidades ou órgãos governamentais. Também não foram registradas divergências sobre os fatos apresentados, o que reforça a consistência da análise, mas indica que o cenário pode evoluir conforme novas manifestações oficiais forem divulgadas.
O caso evidencia uma tensão entre os interesses de geopolitica econômica, políticas internas de proteção a produtores nacionais e a inserção do Brasil no mercado global de proteínas. Para o país, o principal desafio agora é mitigar os danos à imagem de seu produto, que é essencial para manter a competitividade diante de mercados exigentes como o chinês e o europeu.
O que sabemos?
- A cota chinesa de importação de carne bovina brasileira sem taxa extra de 55% está preenchida.
- China impôs taxa extra para proteger produtores internos, não por questões sanitárias.
- Em janeiro, o mercado chinês retomará importações sem taxa extra, com até 1,128 milhão de toneladas.
- União Europeia começa a aplicar barreiras que afetam a imagem da carne brasileira, apesar do volume perdido ser pequeno.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





