Ciência

NASA descobre nova complexidade em camadas de nuvens metálicas nas altas altitudes da atmosfera

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Missão inovadora revela detalhes inéditos sobre as chamadas camadas de Esporádicas, que afetam sinais de rádio e GPS

Imagem ilustrativa de foguete lançando na alta atmosfera com camadas metálicas ao fundo
Imagem: NASA

Um foguete da NASA conseguiu, pela primeira vez, captar várias regiões de uma camada de nuvens metálicas na ionosfera ao mesmo tempo, revelando uma estrutura mais complexa do que o esperado.

De acordo com informações divulgadas pela NASA, um foguete de pesquisa suborbital lançado em agosto de 2022 conseguiu realizar uma observação inédita dentro de uma camada de nuvens metálicas na alta atmosfera, conhecida como camada de Esporádica. Essa camada, formada por vapor de partículas metálicas de meteoros queimados, influencia sinais de rádio e GPS, criando distorções e interferências que prejudicam a comunicação e a navegação.

Segundo a fonte oficial, o foguete, chamado SpEED Demon, partiu da instalação de Wallops, na Virgínia, e foi equipado com cinco detectores capazes de atravessar a camada simultaneamente. Essa abordagem permitiu aos pesquisadores obterem uma visão mais completa e detalhada da estrutura dessa camada, que anteriormente era estudada apenas em cortes lineares, por instrumentos que registravam uma única região de cada vez. O líder da missão, professor de Engenharia Física da Embry-Riddle Aeronautical University, afirmou que a nova técnica proporcionou uma compreensão mais aprofundada da complexidade dessas nuvens metálicas que se formam a aproximadamente 100 quilômetros de altura.

As camadas de Esporádicas se formam na ionosfera, uma região da alta atmosfera onde gases neutros se transformam em plasma, devido à presença de partículas metálicas deixadas por meteoros que queimam ao entrar na atmosfera terrestre. Essas formações podem refletir sinais de rádio, causando problemas como comunicação intermitente, “fantasmas” em radares e instabilidade no funcionamento do GPS. Ainda que invisíveis a olho nu, esses efeitos são bem conhecidos por diversos setores, incluindo os de navegação aérea, marítima e de defesa.

Henry Valentine, que liderou o estudo atual, ressaltou a importância de entender melhor essa camada, pois ela é uma fonte significativa de erro na precisão do GPS e de outros sistemas de comunicação. Como essas camadas aparecem de forma imprevisível, sua análise tradicional envolvia apenas a passagem de uma única sonda — uma prática limitada que não capturava o cenário completo. Com a inovação da missão SpEED Demon, os pesquisadores conseguiram, pela primeira vez, registrar múltiplos pontos ao mesmo tempo, o que promete aprimorar o entendimento sobre como essas nuvens metálicas se comportam e se desintegram.

Ainda não há confirmação sobre futuras aplicações práticas desses estudos, nem se outros países ou instituições irão replicar essa abordagem. A NASA, até o momento, não se pronunciou sobre planos de continuidade ou expansão dessa pesquisa. Portanto, o avanço representa uma peça importante na compreensão dos fenômenos atmosféricos de alta altitude, com potencial impacto na tecnologia de comunicação e navegação, ainda sob análise e sem conclusões definitivas sobre suas aplicações a longo prazo.

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O que sabemos?

  • Foguete da NASA realizou voo em agosto de 2022 no Virginian Wallops.
  • Foguete viajou com cinco detectores dentro de uma camada de nuvens metálicas na ionosfera.
  • Camada de Esporádica forma-se a cerca de 100 quilômetros do solo, influenciando sinais de rádio e GPS.
  • Missão SpEED Demon permitiu visibilidade simultânea de múltiplas regiões dessa camada, algo inédito.
  • Estudos podem melhorar compreensão de interferências na comunicação e navegação.
  • Resposta oficial de futuras aplicações dessa pesquisa ainda não foi divulgada.

Fontes

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