Pesquisa revela que metade dos brasileiros já lê conteúdos digitais
Estudo aponta aumento na prática de leitura pelo celular, com destaque para jovens e mulheres
Segundo pesquisa da Nielsen, metade da população brasileira tem o hábito de leitura digital, abrangendo livros, notícias e histórias na internet. O estudo, que envolveu 3 mil pessoas, mostra tendências e perfis de leitores no país.
Uma nova pesquisa realizada pela Nielsen, encomendada pela plataforma Skeelo, revelou que metade dos brasileiros com mais de dez anos já possuem o hábito de leitura digital. O levantamento, apresentado nesta quarta-feira (2) em Brasília, tenta entender o perfil dos leitores no contexto atual, em que informações e histórias estão cada vez mais pulverizadas na internet. Segundo o estudo, cerca de 31% das pessoas ouvidas afirmaram ter lido pelo menos uma vez, no último ano, textos informativos em plataformas de notícias, enquanto 25% disseram ter consumido livros digitais. Ainda, 18% leram outros formatos de narrativas, como mangás ou fanfics, chegando a um total de 49% considerando todas essas opções. A pesquisa ouviu 3.000 pessoas com idades acima de dez anos através de um aplicativo de celular, sendo que menores de idade tiveram seus comentários respondidos pelos pais, e possui uma margem de erro de 3,5%.
Rodrigo Meinberg, fundador e diretor-executivo da Skeelo, destacou que esse levantamento fornece uma visão mais ampla e real do mercado de leitura no Brasil, pois considera o consumo de textos em diversas plataformas digitais, menos dependentes dos canais tradicionais como livrarias. Ele explicou que a leitura digital não substitui, mas complementa a leitura de livros físicos, reforçando a ideia de que os canais tradicionais ainda continuam relevantes, especialmente entre leitores mais velhos. O estudo também mostrou que a prática é mais frequente entre jovens de 10 a 24 anos, que representam 47% dos leitores digitais. Já os maiores de 55 anos, que correspondem a 25% da população, têm uma participação de 20% na prática de leitura digital.
Outro destaque fica para o perfil demográfico: mais da metade dos leitores digitais são mulheres, o que reforça a predominância feminina nesse mercado. Além disso, a classe C é responsável por quase metade dos leitores (46%), desmistificando a antiga ideia de que a prática de leitura digital seria exclusividade de pessoas mais ricas, já que o grupo A representa apenas 9% desse público, embora sejam os principais compradores de dispositivos como o Kindle. Ainda segundo a pesquisa, o acesso a esses conteúdos ocorre principalmente por portais de notícias e grandes veículos de mídia, apontados por 57% dos entrevistados, enquanto 49% acessam ebooks e 28% ouvem audiolivros. Para os leitores de ebooks, o fator de maior motivação é a praticidade e a facilidade de acesso a qualquer momento. Nos audiolivros, a principal vantagem apontada é a possibilidade de fazer outras tarefas ao mesmo tempo, conceito conhecido como
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




