Ibama aponta insuficiência de estudos climáticos em usina a carvão da J&F no Rio Grande do Sul
Órgão ambiental exige maior aprofundamento em impactos de emissões na decisão de licenciamento
O Ibama considerou insuficiente o estudo climático apresentado pela Âmbar Energia, braço de energia da J&F, para a usina Candiota III Fase C, e determinou a complementação de análises sobre impacto ambiental e mudanças climáticas.
Segundo o Ibama, o estudo climático entregue pela Âmbar Energia, que adquiriu a usina Candiota III Fase C, no Rio Grande do Sul, ainda não atende às exigências para uma análise completa dos impactos ambientais relacionados às emissões de gases de efeito estufa. Em parecer técnico divulgado nesta segunda-feira (31), o órgão destacou que, embora a documentação tenha caracterizado e quantificado adequadamente as emissões atuais, ela se limita a um inventário de emissões e não aprofunda nos efeitos operacionais ou na relação com os compromissos de redução da pegada de carbono assumidos pelo Brasil.
Segundo fontes do órgão, o estudo também não apresentou metas de redução de emissões, projeções para o futuro ou uma estratégia clara para mitigar os efeitos das mudanças climáticas associados à operação da térmica. A única medida de mitigação citada pela companhia foi um projeto de biofixação de CO₂ por microalgas, que atualmente está em desenvolvimento e já compõe uma condicionante da licença de operação.
Segundo informações apuradas, o Ibama ressaltou que a continuidade da operação da usina Candiota III Fase C depende de uma reorientação significativa no trato com as questões ambientais relacionadas ao clima. O parecer aponta que, diante do agravamento da emergência climática, é necessário estabelecer ações mais robustas e assertivas em prazos curtos e médios para assegurar a sustentabilidade do empreendimento. Ainda não há confirmação oficial de que a empresa irá realizar mudanças nos seus estudos ou estratégias, e o clube não se pronunciou até o momento.
De acordo com fontes do órgão, o parecer técnico visa garantir que o licenciamento ambiental leve em consideração os impactos futuros do projeto à luz das metas climáticas nacionais e internacionais. Ainda há expectativas de que a empresa possa atualizar seus estudos e definir ações que atendam às exigências do Ibama, mas esses detalhes ainda não foram oficialmente confirmados.
O que sabemos?
- O Ibama considera o estudo climático da usina a carvão Candiota III Fase C insuficiente.
- A documentação entregada caracteriza-se por um inventário de emissões, sem aprofundar nos impactos ou metas.
- A única ação de mitigação citada é um projeto de biofixação de CO₂ por microalgas, em desenvolvimento.
- O órgão requer que a empresa complemente os estudos com metas de redução e estratégias de adaptação às mudanças ambientais.
- A continuidade da operação depende de uma reorientação substancial no tratamento das questões climáticas pelo empreendimento.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





