Mandato do corregedor da Abin é renovado mesmo com resistência interna
Delegado da PF José Fernando Moraes Chuy seguirá à frente da corregedoria-geral da agência por mais dois anos
A diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) renovou o mandato do delegado da Polícia Federal José Fernando Moraes Chuy para o cargo de corregedor-geral. Chuy assumiu em setembro de 2024, suscitando protestos de servidores que reivindicam a nomeação de um oficial de inteligência para a função. A decisão ocorre após o arquivamento de investigação contra Chuy determinado pelo ministro Alexandre de Moraes.
A diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) renovou por mais dois anos o mandato do delegado da Polícia Federal José Fernando Moraes Chuy para o cargo de corregedor-geral da agência. A recondução deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta semana, segundo informações obtidas pela Folha de S.Paulo.
Chuy ocupou o cargo desde setembro de 2024, quando terminou o mandato da antiga corregedora, a oficial de inteligência Lidiane Souza dos Santos. Desde sua nomeação, ele vem enfrentando protestos de servidores da Abin, que defendem que a função de corregedor-geral seja ocupada por um oficial de inteligência, e não por um delegado da Polícia Federal, categoria a que pertence Chuy.
Em julho, o atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, ao qual José Fernando Moraes Chuy é ligado, ordenou o arquivamento da investigação aberta pela Polícia Federal contra o corregedor e a direção da Abin no chamado caso “Abin paralela”. O ministro determinou o arquivamento por “ausência de indícios mínimos”. Tanto Alexandre de Moraes quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) consideraram que a acusação era genérica e não apresentava provas concretas contra os investigados.
O caso, que gerou tensão dentro da agência, tem como ponto central a alegação de atividades irregulares ligadas à chamada “Abin paralela”, investigação que não foi adiante diante da avaliação da falta de evidências pela Justiça e órgãos de controle. Apesar disso, a repercussão interna é significativa, já que a categoria de oficiais de inteligência reivindica a indicação para funções estratégicas dentro da Abin.
A renovação do mandato de José Fernando Moraes Chuy reitera uma linha de continuidade na gestão da corregedoria-geral da Abin, mesmo em meio a críticas internas e investigações arquivadas. A corregedoria é responsável por fiscalizar as ações internas da agência, um órgão essencial para garantir a integridade das operações de inteligência do governo federal.
O que sabemos?
- José Fernando Moraes Chuy teve seu mandato na corregedoria-geral da Abin renovado por mais dois anos
- Chuy está no cargo desde setembro de 2024, após o mandato da oficial de inteligência Lidiane Souza dos Santos
- Servidores da Abin protestam contra a nomeação de um delegado da PF para a corregedoria, preferindo um oficial de inteligência
- Em julho, o ministro Alexandre de Moraes determinou o arquivamento da investigação contra Chuy e a atual direção da Abin por falta de provas
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa


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