Tecnologia

Estudo revela desafios dos jovens para avaliar informações sobre saúde mental no TikTok

Em apuração ?

Pesquisa da Universidade de Birmingham destaca influência do algoritmo e identificação com criadores na percepção da veracidade

Ilustração do aplicativo TikTok exibindo vídeos relacionados à saúde mental
Imagem: Revista Galileu

Uma investigação do Reino Unido mostra como o design do TikTok pode dificultar o pensamento crítico entre pessoas de 16 a 25 anos ao acessar conteúdos sobre saúde mental na plataforma.

Um estudo recente da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, analisou como jovens de 16 a 25 anos avaliam conteúdos sobre saúde mental no TikTok, uma das redes sociais mais populares entre essa faixa etária. Publicada em 21 de agosto de 2026 na revista Digital Health, a pesquisa apontou que o próprio funcionamento da plataforma pode criar obstáculos para que os usuários façam uma análise crítica do conteúdo consumido, especialmente na distinção entre informações confiáveis e enganosas.

Segundo os pesquisadores, para chegar a esses resultados, foram realizadas entrevistas e discussões em grupo com jovens de escolas e faculdades de diversas regiões da Inglaterra. O estudo, financiado pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social (ESRC), identificou três desafios principais enfrentados pelos usuários: a dificuldade para diferenciar entre conteúdos com os quais se identificam e aqueles que são efetivamente confiáveis; a percepção geral de que o TikTok é uma rede “divertida, mas falsa”; e a influência do algoritmo da plataforma na capacidade dos jovens de avaliar criticamente o que visualizam.

Um dado importante revelado pela pesquisa é o peso da identificação pessoal na avaliação da credibilidade do conteúdo. De acordo com os cientistas, muitos participantes não julgam somente se a informação é verdadeira, mas atribuem mais confiança a criadores com os quais se sentem afins ou que aparentam ser autênticos. Isso pode ocorrer mesmo que o produtor do conteúdo não tenha formação profissional na área da saúde mental.

Além disso, mesmo quando tentam verificar a credibilidade dos influenciadores, os jovens tendem a usar critérios que não envolvem necessariamente a qualificação técnica, como o número de seguidores, a quantidade de comentários e a apresentação visual do material. Ou seja, fatores associados à popularidade e estética podem influenciar mais do que a exatidão da informação transmitida.

Essa realidade chama atenção por evidenciar que o próprio design do TikTok, incluindo a forma como seu algoritmo seleciona e apresenta conteúdos, pode reforçar essas tendências e dificultar o desenvolvimento do pensamento crítico sobre temas sensíveis, como a saúde mental. A pesquisa traz um alerta importante para pais, educadores e formuladores de políticas públicas interessados em melhorar a alfabetização midiática dos jovens no ambiente digital.

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O que sabemos?

  • Um estudo de 2026 da Universidade de Birmingham analisou jovens entre 16 e 25 anos sobre conteúdo de saúde mental no TikTok.
  • A pesquisa identificou três desafios principais: dificuldade em distinguir confiabilidade, percepção do TikTok como 'divertido, mas falso', e influência do algoritmo na avaliação crítica.
  • Participantes valorizam identificação com o criador mais do que credenciais profissionais para confiar no conteúdo.
  • O estudo foi publicado na revista Digital Health e financiado pelo Conselho de Pesquisa Econômica e Social (ESRC).

O que ainda não foi confirmado?

  • Informações divulgadas inicialmente apenas pela Revista Galileu; aguardam-se outras fontes.

Fontes

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