Tecnologia

Apple entra com processo contra OpenAI após perda de centenas de funcionários para startup

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Disputa judicial envolve acusações de apropriação de segredos comerciais na área de hardware e marca nova fase de tensão entre as empresas

Logo Apple e OpenAI em fundo azul
Imagem: CNN Brasil

Apple processou a OpenAI e dois ex-funcionários em julho, alegando roubo de informações confidenciais relacionadas ao design e fabricação de hardware. OpenAI rebate, classificando o caso como “confusão criada pela Apple” e destaca legislação da Califórnia que permite a livre troca de funcionários entre concorrentes.

Em julho, a Apple decidiu abrir um processo contra a OpenAI e dois ex-funcionários, Tang Tan e Chang Liu, acusando-os de apropriação indevida de segredos comerciais relativos ao design de hardware, à fabricação e à cadeia de suprimentos da fabricante de iPhones. A medida representa uma escalada nas tensões entre as duas gigantes, que até então mantinham uma parceria para ampliar o uso do ChatGPT nos produtos da Apple.

Segundo documentos do processo, cerca de 400 profissionais da Apple foram contratados para integrar a iniciativa de hardware da OpenAI, o que teria motivado a fabricante a tentar conter o avanço de um potencial concorrente no mesmo setor. A Apple alega que Tang Tan e Chang Liu acessaram documentos internos após a saída da empresa, parte de uma suposta estratégia da OpenAI para obter informações confidenciais que poderiam acelerar sua atuação.

A OpenAI, entretanto, nega veementemente as acusações. Em um documento apresentado no dia 31 de julho, afirmam que a ação judicial é uma “confusão criada pela própria Apple, que está tentando culpar todos os outros”. A startup ressalta que a legislação da Califórnia permite que funcionários deixem uma empresa para trabalhar em outra, mesmo que sejam concorrentes, e que o processo busca paralelamente desestimular a saída de profissionais da Apple.

Chang Liu declarou que acessou documentos internos após deixar a Apple para ajudar antigos colegas a localizar arquivos e sanar dúvidas referentes ao trabalho anterior, inclusive porque ainda recebia pedidos de ajuda destes funcionários. Já Tang Tan, que passou 24 anos na Apple, disse ter devolvido protótipos antes de sair da companhia, tentando afastar as suspeitas. A OpenAI também citou os próprios procedimentos da Apple para desligamentos, apontando que eles dificultariam separar arquivos pessoais dos corporativos, o que reforçaria sua tese de que não houve má-fé.

O caso representa um novo capítulo no desgaste das relações entre as duas empresas. Há apenas dois anos, Apple e OpenAI formalizaram uma parceria para impulsionar o uso do ChatGPT em seus dispositivos, mas a crescente competição no campo da inteligência artificial, especialmente no desenvolvimento de hardware, transformou a colaboração em disputa judicial. Até o momento, a Apple não se pronunciou além das acusações formais apresentadas no processo.

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O que sabemos?

  • Apple processou a OpenAI e os ex-funcionários Tang Tan e Chang Liu em julho por suposto roubo de segredos comerciais.
  • Cerca de 400 funcionários da Apple foram contratados pela OpenAI para sua divisão de hardware.
  • OpenAI rebate as acusações, afirmando que é uma "confusão criada pela própria Apple" e que a legislação da Califórnia permite troca de funcionários entre concorrentes.
  • Os ex-funcionários alegam que o acesso a documentos após a saída da Apple foi para ajudar antigos colegas e que não houve má-fé confirmada.

Fontes

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