Como superlaboratório brasileiro avança no estudo da proteína da doença de Creutzfeldt-Jakob
Pesquisas em Campinas analisam estrutura da proteína que causa danos neurológicos raros e incuráveis
O diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob do influenciador e piloto Lito Sousa evidenciou pesquisas brasileiras que usam tecnologia de ponta para entender como a proteína causadora da condição muda seu comportamento celular. O Ministério da Saúde busca tratamentos experimentais nos EUA e novos testes científicos estão previstos para setembro no Brasil.
O recente diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) no piloto e influenciador Lito Sousa trouxe à tona a delicada condição neurológica rara, degenerativa e sem cura conhecida, que afeta o cérebro de forma irreversível. Em meio à busca de sua família por tratamentos experimentais no exterior, o país desenvolve pesquisas que investigam a origem dessa enfermidade, de acordo com reportagem de Gabriella Ramos, do g1 Campinas e Região.
Entre as frentes brasileiras, destaca-se o trabalho no Sirius, um superlaboratório instalado em Campinas (SP). Segundo a reportagem, essa instalação funciona como um “raio X superpotente” capaz de analisar átomos e moléculas com uma tecnologia avançada presente em apenas três equipamentos no mundo. Foi lá que cientistas examinaram a proteína envolvida nas chamadas doenças priônicas, grupo no qual a DCJ do influenciador está incluída.
Esses experimentos mostraram que gotículas da proteína estudada se tornam rígidas sob estresse oxidativo, o que indica uma mudança no comportamento celular que pode levar à degeneração cerebral. Entender por que uma proteína normal do organismo passa a formar essas estruturas rígidas e danosas é o principal desafio científico atual, como exposto na matéria do g1.
O Brasil registrou 547 casos da doença de Creutzfeldt-Jakob entre 2005 e 2021, dados que reforçam a importância do estudo. Paralelamente, o Ministério da Saúde está acompanhando o caso de Lito Sousa, buscando incluir o influenciador em um estudo experimental que ocorre nos Estados Unidos. Uma dessas pesquisas teve suas inscrições encerradas em 25 de julho.
Para dar sequência ao trabalho, novos testes com a proteína estão agendados para o fim de setembro no Sirius, o que poderá ampliar o entendimento científico sobre o comportamento da doença no nível molecular. Por enquanto, não há cura, mas o avanço nos estudos pode abrir caminhos para tratamentos e intervenções futuras.
O que sabemos?
- Lito Sousa foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurológica rara e degenerativa.
- Pesquisas brasileiras usam o superlaboratório Sirius, em Campinas, para estudar a proteína envolvida na doença.
- Experimentos indicam que a proteína forma gotículas rígidas sob estresse oxidativo, mudando o comportamento celular.
- O Ministério da Saúde busca incluir Lito Sousa em estudo experimental nos EUA, com inscrições encerradas em 25 de julho.
O que ainda não foi confirmado?
- Informação divulgada apenas por G1; aguardando outras fontes.
Fontes
- G1 imprensa