Saúde

Como hobbies simples viram aliados na saúde mental de mulheres na rotina acelerada

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Crochê, corrida e leitura se tornam fundamentais para lidar com a hiperconectividade e o estresse diário

Mulher prática crochê em ambiente tranquilo
Imagem: G1

Com a correria da vida adulta, mulheres têm transformado hobbies como o crochê e a leitura em verdadeiros instrumentos para fortalecer a saúde mental, superando a pressão da rotina intensa e da constante presença digital.

A vida adulta marcada pela correria e pela hiperconectividade tem levado muitas mulheres a transformar hobbies tradicionalmente vistos apenas como passatempos em ferramentas fundamentais para cuidar da saúde mental. Entre as atividades escolhidas estão crochê, corrida, pintura, jardinagem e leitura, que ganham um significado especial em meio à rotina acelerada. Segundo a psicóloga clínica Aline Simões, essa transformação ocorre porque hobbies ativos estimulam habilidades práticas e fortalecem a autoconfiança, diferentemente do lazer passivo, como o uso das redes sociais.

O ritmo cotidiano para muitas mulheres consiste em acordar, trabalhar, estudar, cuidar da casa, dormir e recomeçar, uma sucessão de tarefas que frequentemente leva a um cansaço extremo. "Quando finalmente chegam os momentos de descanso, elas estão tão exaustas que não conseguem aproveitar ou ainda sentem culpa por fazer algo considerado 'não produtivo'", explica a especialista. Esse cenário dificulta a busca por tempo para si, um desafio que ganha proporção diante das demandas profissionais e domésticas, somadas à presença constante das telas digitais.

No contato com atividades como o crochê e a leitura, mulheres encontram não apenas distração, mas redes de apoio e incentivo social. Em Salvador, iniciativas como o Laço Club, que reúne artesãs, e o projeto Leia Mulheres, voltado para incentivar o hábito de leitura, funcionam como espaços de convivência que auxiliam no combate ao isolamento e fortalecem o cuidado emocional. "Essas comunidades promovem o convívio social e ajudam a criar um sentimento de pertencimento, importante para a saúde mental", destaca Aline.

Durante a infância e adolescência, a prática de atividades físicas e hobbies costuma ser estimulada por pais e escola, diz a psicóloga. Contudo, na fase adulta, o ritmo exaustivo de trabalho e as responsabilidades acabariam reduzindo o tempo e energia dedicados a essas ações saudáveis. A retomada dessas práticas, portanto, aparece não apenas como um resgate do prazer, mas como uma estratégia consciente para manter o equilíbrio emocional em meio à pressão de um cotidiano intenso.

Embora o tema tenha sido divulgado com exclusividade pelo G1 Bahia, aguarda-se por novas fontes e estudos que corroborem a tendência observada. Por ora, o que se sabe é que hobbies que estimulam o corpo e a mente são mais do que lazer: são ferramentas valiosas para que mulheres enfrentem de forma mais leve uma realidade que exige cada vez mais atenção e cuidado.

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O que sabemos?

  • Mulheres têm utilizado hobbies como crochê, corrida e leitura para cuidar da saúde mental diante da vida acelerada e hiperconectada.
  • Atividades práticas fortalecem habilidades e autoconfiança, diferentemente do lazer passivo das redes sociais, segundo a psicóloga Aline Simões.
  • Comunidades como Laço Club e Leia Mulheres, em Salvador, oferecem apoio social e incentivo para essas práticas.
  • A informação foi divulgada apenas pelo G1 e ainda não foi confirmada por outras fontes.

Fontes

  • G1 imprensa
  • G1 imprensa
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