Política

Eleitor pendular permanece indefinido entre Lula e Flávio Bolsonaro a pouco mais de um mês das eleições

Em apuração ?

Estudo qualitativo revela sensibilidade desse grupo ao noticiário político

Ilustração de encontro virtual entre eleitores debatendo eleições
Imagem: Folha de S.Paulo

Estudo qualitativo do instituto Democracia em Xeque realizado desde maio acompanha a indecisão do eleitor pendular entre Lula e Flávio Bolsonaro.

A pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, um segmento do eleitorado permanece indefinido quanto à escolha entre o presidente Lula, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Segundo estudo qualitativo realizado pelo instituto Democracia em Xeque, esse grupo, conhecido como eleitor pendular, tem mostrado sensibilidade às notícias recentes e não apresenta lealdade fixa a nenhum dos candidatos.

O levantamento, divulgado pela Folha de S.Paulo, compreende 15 rodadas semanais de entrevistas aprofundadas desde maio, realizadas com minigrupos de três participantes cada, em encontros virtuais. Nos encontros são discutidos os assuntos que dominaram o noticiário político naquela semana e como os fatos afetam a percepção sobre os candidatos —especialmente Lula e Flávio Bolsonaro.

Beto Vasques, diretor do Democracia em Xeque e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, enfatiza que o eleitor pendular não tem identidade política fixa e pode oscilar para um lado ou para o outro. "Ao sabor do quê? Não sei. É isso que a gente quer perguntar para eles", declarou Vasques.

O estudo nasceu da percepção de que essas eleições serão muito acirradas, motivada pelo alto grau de conhecimento e rejeição que detêm Lula e Flávio Bolsonaro. O eleitor pendular não manifesta rejeição a nenhum dos dois lados, tornando seu voto sensível às notícias e debates públicos recentes.

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O que sabemos?

  • Eleitor pendular oscila entre Lula e Flávio Bolsonaro e permanece indefinido a pouco mais de um mês das eleições.
  • Estudo qualitativo do instituto Democracia em Xeque realiza entrevistas semanais desde maio com grupos virtuais de três participantes focados nesse eleitor pendular.
  • Nas entrevistas, são discutidos os temas políticos do momento e o impacto dessas informações na percepção dos candidatos Lula e Flávio Bolsonaro.
  • O eleitor pendular não tem identidade política fixa e pode oscilar entre os candidatos.
  • O estudo foi divulgado pela Folha de S.Paulo; não há confirmação ou manifestação de outras fontes sobre a validade do estudo.

Fontes

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