Quatro adolescentes morrem nos primeiros ataques aéreos do novo governo colombiano
Bombardeios contra grupos armados na Amazônia e fronteira com a Venezuela deixam mortos e aumentam tensão na região
Quatro menores de idade morreram em ataques aéreos realizados por forças do recém-empossado governo colombiano contra grupos armados em áreas remotas do país.
Quatro menores de idade morreram nos primeiros bombardeios ordenados pelo recém-empossado governo colombiano, informou uma fonte da autoridade forense à agência France Presse (AFP) nesta segunda-feira (31). Dois adolescentes de 15 anos e outros dois de 16 faleceram em ataques aéreos realizados na região da Amazônia e na fronteira da Colômbia com a Venezuela, áreas onde grupos armados disputam controle.
Segundo a fonte, as operações tiveram como alvos o Exército de Libertação Nacional (ELN), na região do Catatumbo, na fronteira com a Venezuela, e uma dissidência das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na área de Guaviare, no sul do país. Essas organizações disputam recursos provenientes do narcotráfico, mineração ilegal e extorsão, segundo analistas e militares.
Desde que assumiu a presidência em 7 de agosto, o governo ordenou bombardeios que já deixaram ao menos 26 mortos, em meio a uma das piores ondas de violência dos últimos anos na Colômbia. O presidente declarou apoio às operações militares contra os grupos armados considerados narcoterroristas.
Dados recentes da Defensoria do Povo indicam que o recrutamento de menores por organizações armadas é um problema persistente. Em 2023, até 31 de julho, foram registrados 97 casos, contra 428 no ano anterior. A gravidade da situação e a intensificação dos ataques marcam um momento delicado para a estabilidade da região amazônica e da fronteira com a Venezuela, onde o controle territorial segue sendo disputado de forma violenta.
O que sabemos?
- Quatro menores de idade, dois com 15 anos e dois com 16, morreram em ataques aéreos em áreas da Amazônia e na fronteira com a Venezuela controladas por grupos armados.
- As operações tiveram como alvos o ELN na região do Catatumbo e uma dissidência das Farc em Guaviare.
- Desde 7 de agosto, bombardeios autorizados pelo novo governo deixaram ao menos 26 mortos.
- O governo declarou apoio às operações militares contra grupos narcoterroristas.
- Recrutamento de menores por grupos armados é um problema persistente, com 97 casos registrados em 2023 até julho, contra 428 no ano anterior.
Fontes
- G1 imprensa





