Policial

Operação Sevandija completa uma década travada no STF e corre risco de prescrição

Em apuração ?

Recurso pendente sobre validação de escutas telefônicas bloqueia andamento dos processos desde 2016

Audiência no Supremo Tribunal Federal
Imagem: G1

Dez anos após a deflagração da Operação Sevandija, que investigou desvios milionários na prefeitura de Ribeirão Preto, as ações penais permanecem paralisadas à espera de julgamento presencial no STF. Especialistas alertam para o risco de prescrição dos crimes por conta da demora.

A Operação Sevandija, deflagrada em 2016, apurou desvios que somaram cerca de R$ 220 milhões na prefeitura de Ribeirão Preto (SP), durante a gestão da então prefeita Dárcy Vera, e resultou na abertura de 12 ações penais, com dezenas de condenações. Atualmente, um recurso pendente no Supremo Tribunal Federal (STF) trava o andamento dos processos.

O ponto central da controvérsia é a validade das escutas telefônicas que embasaram boa parte das provas contra os investigados. A questão aguarda a marcação de uma data para julgamento presencial no plenário do STF, após divergências entre os ministros da Corte. Em 2024, o ministro Nunes Marques validou individualmente essas escutas, mas o ministro Gilmar Mendes solicitou destaque para retirar o tema do julgamento virtual e encaminhá-lo ao plenário físico, suspendendo o processo desde então.

Em 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou as provas obtidas pelas escutas, mas, em 2023, uma liminar restabeleceu provisoriamente o uso dessas informações. A indefinição atual impede o andamento das ações penais e aumenta o risco de que os processos prescrevam, segundo especialistas consultados pelo G1. A demora para que o plenário do STF defina o entendimento sobre o caso mantém o impasse e paralisa a Justiça.

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O que sabemos?

  • Operação Sevandija foi deflagrada em 2016 e investigou desvios de cerca de R$ 220 milhões na prefeitura de Ribeirão Preto durante a gestão de Dárcy Vera.
  • A força-tarefa gerou 12 ações penais com dezenas de condenados.
  • Provas obtidas por meio de escutas telefônicas foram anuladas pelo STJ em 2022, mas restabelecidas provisoriamente em 2023.
  • Em 2024, o ministro Nunes Marques validou individualmente as escutas; ministro Gilmar Mendes solicitou destaque para levar a questão ao plenário presencial do STF, o que suspendeu o andamento do processo.
  • O recurso pendente no STF trava o andamento dos processos e permite o risco de prescrição, segundo especialistas.
  • Não há informação sobre previsão oficial para a marcação do julgamento presencial no STF.

Fontes

  • G1 imprensa
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