Policial

Julgamento de Nicolás Maduro nos EUA desafia limites do direito internacional

Em apuração ?

Defesa argumenta imunidade por status de chefe de Estado em processo por tráfico de drogas

Nicolás Maduro em uma coletiva, com expressão séria
Imagem: Folha de S.Paulo

Nicolás Maduro, 63 anos, declarou-se inocente e busca o arquivamento do processo criminal, levantando questionamentos sobre a jurisdição dos tribunais dos EUA em casos envolvendo chefes de Estado.

O julgamento do líder venezuelano Nicolás Maduro nos Estados Unidos está testando os limites da aplicação do direito internacional pelos tribunais americanos. Maduro, atualmente com 63 anos, apresentou na quarta-feira (2) petições pedindo o arquivamento de seu processo criminal por tráfico de drogas, alegando imunidade por ser chefe de um Estado soberano. A defesa se apoia em precedentes jurídicos que indicam que chefes de Estado em exercício geralmente desfrutam de proteção contra processos judiciais em tribunais estrangeiros.

Segundo o advogado de Maduro, Barry Pollack, o político declarou-se inocente e questionou a validade da captura realizada por militares dos Estados Unidos em 3 de janeiro na Venezuela, país rico em petróleo. A defesa argumenta que Maduro tem imunidade contra processos judiciais por seu status de chefe de Estado. Pollack também afirmou que o caso representa um teste para o sistema judicial dos EUA, que historicamente rejeitou argumentos baseados em supostas violações do direito internacional como justificativa para arquivamento de acusações criminais.

Embora Maduro tenha se declarado inocente e levantado dúvidas sobre a legalidade do processo, o juiz federal Alvin Hellerstein ainda não proferiu decisão sobre os recursos apresentados.

Publicidade

O que sabemos?

  • Maduro apresentou petições para arquivamento de processo criminal por tráfico de drogas nos EUA.
  • Ele alegou imunidade por ser chefe de Estado.
  • A defesa questionou a validade da captura feita por militares dos EUA em 3 de janeiro na Venezuela.
  • O advogado de Maduro declarou que o caso testará limites do direito internacional aplicados pelos tribunais americanos.
  • O juiz federal Alvin Hellerstein ainda não decidiu sobre os recursos apresentados.

Fontes

Publicidade