Homem condenado por usar dados de empregada e filho para aplicar golpe milionário em Araçatuba
TJ-SP confirma condenação de homem que utilizou informações pessoais para fraudar R$ 1,3 milhão
Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença contra homem que usou dados de trabalhadora doméstica e do filho dela para obter empréstimos e abrir contas bancárias, resultando em um golpe superior a R$ 1,3 milhão.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), um homem foi condenado por usar dados pessoais de uma empregada doméstica e do filho dela para aplicar um golpe de aproximadamente R$ 1,3 milhão na cidade de Araçatuba. Ainda não há confirmação oficial de detalhes além do que foi divulgado pelos órgãos judiciais, mas a decisão manteve a condenação por estelionato e falsidade ideológica. A condenação, proferida pela 3ª Câmara de Direito Criminal do tribunal, resultou na readequação da pena, que passou a ser de 3 anos e 8 meses de reclusão, além de 130 dias-multa com valor unitário no mínimo legal. Como a pena privativa de liberdade foi substituída por uma restritiva de direitos, o acusado deverá pagar uma indenização às vítimas que totaliza mais de R$ 81 mil, referentes a 50 salários mínimos na referência de 2026.
De acordo com o processo, o indivíduo, aliado à esposa cujo caso foi desmembrado na Justiça, usou os dados falsificados da trabalhadora doméstica e do filho dela para abrir contas bancárias e contratar empréstimos. As vítimas, acreditando que assinavam papéis relacionados a negócios imobiliários do casal, não tinham conhecimento da fraude. Os depoimentos colhidos ao longo do processo foram considerados coerentes e confirmaram a autoria dos crimes. O relator do recurso, desembargador Freddy Lourenço Ruiz Costa, destacou que os depoimentos das vítimas apoiaram as provas, confirmando a prática de estelionato e falsidade ideológica por parte do réu. Além disso, ele ressaltou que o acusado agiu com “intenso dolo e distinta consciência da ilicitude”, aproveitando-se da confiança de pessoas consideradas simples ou de pouca instrução. A sentença original previa uma pena de prisão maior, mas a justiça optou pelo pagamento da indenização, levando em conta a utilização de seis documentos contendo declarações falsas e o impacto sobre as vítimas.
Apesar de os detalhes do caso serem esclarecidos na condenação, ainda aguarda-se confirmação de outros aspectos pelo próprio tribunal. O episódio serve de alerta para a facilidade com que dados pessoais podem ser utilizados para fraudes financeiras, especialmente de pessoas vulneráveis, e reforça a importância de checar a origem de documentos e assinaturas em operações financeiras. O assunto ainda gera discussão, uma vez que a investigação mostrou o grau de crueldade ao explorar a confiança de vítimas consideradas ingênuas ou de instrução limitada.
É importante frisar que o clube ou demais envolvidos na investigação não se pronunciaram oficialmente sobre o caso até o momento, e ainda não há detalhes sobre as fases futuras do processo, que continua sob análise de fontes judiciais.
O que sabemos?
- Homem foi condenado por usar dados de empregada doméstica e filho dela
- Golpe de R$ 1,3 milhão em Araçatuba
- Decisão mantém sentença por estelionato e falsidade ideológica
- O réu e sua esposa usaram documentos falsos para abrir contas e pegar empréstimos
- Indenização total às vítimas é de mais de R$ 81 mil
Fontes
- G1 imprensa





