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Polícia Civil de São Paulo exonera delegado por abuso de autoridade após polêmica em rede social

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Decisão foi tomada após investigação sobre uso indevido de filmagens de operação policial

Delegado Carlos Alberto da Cunha durante entrevista ou em área policial
Imagem: G1

O delegado Carlos Alberto da Cunha foi exonerado pelo governador Tarcísio de Freitas após se envolver em um episódio de abuso de autoridade, relacionado a uma operação em 2020.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta quinta-feira (3) a exoneração do delegado da Polícia Civil, Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado Da Cunha, por suspeitas de abuso de autoridade. Segundo fontes oficiais, a decisão foi tomada após a corporação responsabilizar o delegado por um episódio ocorrido em 2020, durante uma operação policial na cidade. Na ocasião, Da Cunha foi acusado de atrasar uma ação que desfez um sequestro, além de reencenar essa mesma operação para filmagem, o que posteriormente foi divulgado nas redes sociais do próprio delegado.

A investigação da corregedoria da Polícia Civil, ainda não confirmada oficialmente, apurou que, após o atraso na intervenção policial que resultou na libertação de uma vítima e na captura do sequestrador, Da Cunha reencenou a operação com o objetivo de registrar o procedimento para suas redes. Essa reconstituição, de acordo com a corporação, configurou abuso de autoridade e constrangimento ilegal, levando o Conselho da Polícia Civil a decidir pela sua demissão. Ainda assim, o próprio delegado entrou na Justiça pedindo liminarmente a suspensão de sua exoneração.

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar nesta quinta-feira (3), suspendendo a demissão de Da Cunha, decisão que saiu às 15h43, logo após a publicação oficial no Diário Oficial do estado. A Justiça também aceitou o recurso apresentado por ele, que buscava anular a sua saída da corporação. A portaria de exoneração, por sua vez, alegava que o desligamento se dava por motivos de interesse do serviço público. A situação, portanto, ainda não tem um desfecho definitivo, já que aguarda decisões judiciais finais.

Enquanto isso, o caso ganhou repercussão, chamando atenção para o uso de redes sociais por parte de policiais e a responsabilidade em operações que envolvem abuso de autoridade. A Polícia Civil de São Paulo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o prosseguimento do processo disciplinar ou sobre os próximos passos na carreira do delegado. O episódio serve como exemplo da complexidade enfrentada pela corporação na gestão de suas ações e na relação com a imprensa e o público.

Já em outras regiões, a Polícia Civil de Boituva, também no interior de São Paulo, retomou nesta terça-feira (1º) seus atendimentos noturnos após quase dois meses de fechamento, por déficit de efetivo. A reabertura foi oficializada em reunião na Secretaria da Segurança Pública, e duas novas viaturas devem reforçar o policiamento na cidade. Durante o período de suspensão, os flagrantes foram encaminhados para a delegacia de Tatuí. Essas medidas buscam fortalecer a segurança local, enquanto o efeito de casos mais controversos, como o de Da Cunha, reforça a importância de uma gestão transparente e isenta de abusos.

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O que sabemos?

  • O governador Tarcísio de Freitas exonerou o delegado Carlos Alberto da Cunha por abuso de autoridade.
  • A demissão foi publicada no Diário Oficial do estado, mas posteriormente suspensa por liminar do TJ-SP.
  • O delegado respondeu a processo disciplinar desde 2020, após reencenar uma operação policial para filmagem.
  • A investigação apontou atraso na ação policial que libertou uma vítima e prendeu um sequestrador.
  • A situação ocorre num momento de atenção à responsabilidade dos policiais em ações públicas.

Fontes

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