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Aranha tecelã usa luz de vaga-lumes para atrair presas, revela estudo

Em apuração ?

Espécie que vive na América do Norte e na Espanha tem estratégias surpreendentes de caça

Aranha tecelã em sua teia próxima a uma luz de vaga-lume
Imagem: CNN Brasil

Uma pesquisa recente revelou que a aranha tecelã de orbe aproveita a brilho dos vaga-lumes para captar alimento, além de imitar sinais específicos para atrair mais presas e até outros vaga-lumes. A descoberta aponta para táticas evoluídas dessa espécie, encontrada em ambientes diversos, incluindo a Amazônia.

Segundo estudo publicado no periódico Current Biology, uma espécie de aranha tecelã de orbe desenvolveu a habilidade de explorar a luz emitida por vaga-lumes machos para atrair seus alimentos. Originalmente, essas aranhas constroem suas teias em áreas gramadas e coloridas, com combinações de cores vivas como amarelo e preto ou vermelho e preto, aguardando que suas presas caiam na armadilha.

O que chamou a atenção dos pesquisadores foi a maneira como essa aranha se beneficia da luminescência natural dos vaga-lumes. Ainda de acordo com os estudos, as aranhas capturam esses insetos e, ao serem presos na teia, eles deixam de emitir a luz típica de atração (usada para seduzir as fêmeas do vaga-lume). Com isso, a aranha consegue usar sinais falsos, incluindo também sinais de pulso único, que atraem não só outros vaga-lumes machos, mas potencialmente até diferentes espécies, reforçando suas chances de alimento.

Essa estratégia de imitação de sinais luminosos das fêmeas, que geralmente usam a luz para atrair parceiros, representa uma forma de manipulação evolutiva que pode ter surgido há milhões de anos. Os fósseis mais antigos conhecidos dessa espécie datam do período Cretáceo, há aproximadamente entre 145,5 milhões e 99,6 milhões de anos, e foram encontrados na Espanha, em Álava. Ainda não há confirmação de que essa mesma estratégia seja comum em todas as regiões onde a aranha vive atualmente, incluindo a região amazônica, apesar do recente registro de duas fêmeas de lagostim — que também usam estratégias de camuflagem e atração para sobreviver na floresta amazônica, embora essas informações ainda não tenham sido confirmadas oficialmente.

Além de sua tática de usar luzes para atrair presas, há relatos, ainda não confirmados, de que algumas espécies de tecelãs de orbe podem até preder morcegos, especialmente os vespertinos e da espécie cauda-de-bainha. Essas descobertas abrem espaço para uma compreensão maior sobre as estratégias de caça evoluídas dessas aranhas, que vivem em variados ambientes, desde florestas até áreas abertas em regiões de clima diverso. A pesquisa reforça ainda que a inteligência artificial e os estudos comportamentais podem ajudar a desvendar comportamentos mais complexos de animais que habitam o nosso planeta, incluindo estratégias de caça inusitadas que, até pouco tempo, eram desconhecidas.

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O que sabemos?

  • Aranhas tecelãs de orbe usam luz de vaga-lumes para atrair presas.
  • Elas capturam os insetos e usam sinais falsos para atraí-los ainda mais.
  • Fósseis indicam que a espécie existe há cerca de 100 milhões de anos.
  • Algumas espécies podem até preder morcegos, embora ainda não confirmado.

Fontes

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