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Trump anuncia medidas para reduzir domínio das gigantes da carne nos EUA

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Plano prevê permitir que pecuaristas processem carne em suas propriedades e ampliem circulação entre estados

O governo americano deve anunciar ainda hoje um pacote de medidas para facilitar o processamento de carne por pequenos pecuaristas e conter o chamado 'monopólio perverso' das grandes indústrias. A iniciativa visa enfrentar problemas como a alta dos preços e a escassez de rebanhos antes das eleições de meio de mandato.

O presidente Donald Trump anunciou que o governo dos Estados Unidos está pronto para divulgar detalhes de um plano que visa quebrar o domínio das grandes empresas de carne no país. Segundo informações da agência Reuters e do jornal britânico The Guardian, a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, afirmou que haverá "grandes anúncios" que visam ampliar o direito dos pecuaristas de processar a carne dentro de suas propriedades, o que hoje encontra barreiras regulatórias significativas.

Trump classificou as gigantes globais do setor como um "monopólio perverso" e destacou que pretende expandir medidas legais para dar mais autonomia aos produtores rurais. A proposta, que será detalhada ainda hoje, também tem como objetivo garantir que os Estados Unidos possam produzir seus próprios alimentos de forma mais robusta, uma questão considerada de segurança nacional pela secretária Rollins.

Entre as medidas previstas está a flexibilização das regras para que os pecuaristas possam vender produtos processados em diferentes estados, contrariando limitações que restringem a circulação da carne produzida em propriedades menores. Isso ocorreria num horizonte em que os produtores enfrentam uma combinação difícil: rebanhos insuficientes para suprir a demanda e preços baixos pagos aos criadores, enquanto os frigoríficos atuam sob rígidos parâmetros de segurança alimentar e os consumidores amargam a alta inflacionária do preço da carne bovina.

Também em meio a esse cenário, o governo Trump busca conter a impopularidade provocada pela alta dos preços da carne antes das eleições de meio mandato, marcadas para novembro. Uma das medidas paralelas seria a permissão temporária para a importação de proteína animal sem cobrança de taxa extra-cota, segundo publicou a CNN Brasil, embora essa informação ainda aguarde confirmação por outras fontes.

Além do impacto direto para o mercado interno americano, a mudança desperta atenção externa. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vê com atenção essa movimentação como uma possível oportunidade para ampliar a presença da carne brasileira no mercado americano, mas mantém uma postura cautelosa em relação aos desdobramentos práticos do plano.

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O que sabemos?

  • Trump quer permitir que pecuaristas americanos processem carne dentro de suas propriedades.
  • Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, anunciou ‘grandes anúncios’ para reduzir barreiras regulatórias no setor de carnes.
  • Medidas buscam ampliar venda da carne entre estados e enfrentar monopólio das grandes empresas.
  • Plano tem relação com alta dos preços da carne e ocorre antes das eleições de meio mandato em novembro.

O que ainda não foi confirmado?

  • Permissão temporária para importação de proteína animal sem taxa extra-cota mencionada pela CNN Brasil ainda aguarda confirmação por outras fontes.

Fontes

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