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Sanções dos EUA ao Iraque indicam estratégia para isolar Irã economicamente

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Washington mira parceiros comerciais de Teerã para pressionar o Irã sem prejudicar aliados estratégicos

Os Estados Unidos sancionaram bancos iraquianos acusados de negócios com o Irã, sinalizando ameaça a países que mantêm relações comerciais com Teerã, segundo autoridades norte-americanas.

Os Estados Unidos intensificaram sua estratégia de pressão econômica contra o Irã ao sancionar diversos bancos iraquianos que mantêm negócios financeiros com o país persa, segundo informações divulgadas pela agência Reuters em 30 de agosto de 2026. A medida visa penalizar parceiros do Irã, mas Washington evita ações que possam desestabilizar a frágil economia do Iraque, que é considerado um aliado estratégico tanto dos EUA quanto do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia alertado que qualquer nação que oferecesse suporte econômico ao Irã enfrentaria "severas consequências". Essa retórica indica um endurecimento da política externa americana, buscando isolar economicamente o Irã e cortar suas fontes de financiamento através do sistema financeiro baseado no dólar.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou em 24 de agosto um "ataque econômico" contra o Irã que inclui sanções direcionadas não apenas ao país, mas também a seus parceiros comerciais. Embora ele não tenha nomeado quais países seriam alvo, analistas apontam que as principais nações envolvidas nas trocas comerciais com Teerã — China, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Índia, Paquistão e Omã — podem estar na mira.

O Iraque figura como um exemplo concreto desse tipo de aplicação das sanções americanas. Bancos locais foram sancionados por supostamente facilitar transações com o Irã, sem, porém, impor medidas que prejudiquem a já vulnerável economia iraquiana. Essa cautela reflete a complexidade geopolítica da região, onde o Iraque mantém laços políticos e econômicos profundos tanto com os EUA quanto com o Irã.

Outros líderes internacionais também reagiram ao endurecimento da postura americana. Em uma nota, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu parabenizou Donald Trump por suas ameaças de sanções contra os parceiros do Irã. Do outro lado, autoridades iranianas alertaram que países que apoiarem os Estados Unidos nessa "guerra econômica" poderão se tornar alvos das retaliações de Teerã.

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O que sabemos?

  • EUA sancionaram diversos bancos iraquianos por negócios com o Irã.
  • Washington evita impor sanções que prejudiquem a economia do Iraque.
  • Donald Trump alertou que países que apoiarem o Irã enfrentarão consequências.
  • Scott Bessent anunciou um "ataque econômico" contra o Irã e seus parceiros comerciais sem nomear países específicos.
  • Principais parceiros comerciais do Irã incluem China, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Índia, Paquistão e Omã.
  • Benjamin Netanyahu apoiou a postura dos EUA contra os parceiros do Irã.
  • Autoridades iranianas alertaram sobre retaliações contra países que apoiarem os EUA.

O que ainda não foi confirmado?

  • A suspensão do comércio entre os Emirados Árabes Unidos e o Irã como uma ação concreta alinhada às políticas de Washington, conforme interpretado por Scott Bessent.

Fontes

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