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Renúncia de secretário do Exército dos EUA acende alerta sobre tensões no Pentágono

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Dan Driscoll deixa cargo após meses de atritos com chefe do Pentágono em meio a guerra com o Irã

Dan Driscoll em reunião oficial
Imagem: Folha de S.Paulo

O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia ao presidente Donald Trump após um período de fortes desentendimentos com o secretário da Defesa, Pete Hegseth. A saída ocorre enquanto milhares de soldados americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio, com a guerra contra o Irã já completando seis meses. A crise interna no Pentágono pode refletir na condução das operações militares e políticas externas dos EUA.

O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, renunciou ao cargo após meses de clima tenso com o secretário da Defesa, Pete Hegseth. Segundo três fontes consultadas pela CNN, Driscoll apresentou sua carta de demissão diretamente ao presidente Donald Trump. O movimento não teria surpreendido analistas, dada a relação cada vez mais conflituosa entre os dois altos oficiais do Pentágono.

Driscoll, veterano do Exército e aliado próximo do vice-presidente americano J. D. Vance, era visto como uma peça fundamental na condução da agenda do presidente Trump de "Tornar a América Forte Novamente" dentro do Departamento do Exército. Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, destacou que o secretário foi "extremamente eficaz no avanço da agenda do presidente Trump, exercendo uma liderança excepcional durante operações militares históricas, restaurando a ênfase na prontidão e na letalidade, auxiliando nas negociações entre Rússia e Ucrânia, entre outras ações".

Contudo, a saída de Driscoll ocorre em um momento delicado para os Estados Unidos, que veem a guerra com o Irã completar seis meses sem indicativos claros de resolução. A mobilização de milhares de soldados americanos na região do Oriente Médio mantém o país em estado de alerta. Segundo uma fonte da Reuters, Driscoll teria manifestado preocupações internas relacionadas à transformação e prontidão do Exército, sinalizando que seus esforços para atender a essas demandas foram emparedados pelas ações de Hegseth, cujo histórico recente inclui a demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, além de outros dois generais.

Randy George, que trabalhava em estreita colaboração com Driscoll, foi afastado em uma medida atribuída a Hegseth no início deste ano. A movimentação gerou tensão crescente no topo do Pentágono, culminando na renúncia do secretário do Exército. Até o momento, o próprio Exército dos Estados Unidos não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, assim como o Pentágono, que foi procurado para comentar por veículos internacionais.

Essa sequência de eventos sugere um cenário interno de embate de autoridade dentro do comando militar americano, especialmente em meio a uma conjuntura internacional sensível envolvendo a Rússia, Ucrânia e o Irã. Para observadores externos, essas tensões internas podem impactar a efetividade das operações militares dos EUA e a formulação de sua política de defesa no curto e médio prazo.

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O que sabemos?

  • Dan Driscoll renunciou ao cargo de secretário do Exército dos EUA após meses de atritos com Pete Hegseth, secretário da Defesa.
  • Driscoll era aliado próximo do vice-presidente J. D. Vance e se destacou na liderança de operações e negociações internacionais.
  • Hegseth demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, aliado de Driscoll, intensificando o conflito interno.
  • A renúncia acontece em meio à guerra entre EUA e Irã, que já dura seis meses, com milhares de soldados americanos mobilizados.

Fontes

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