Novas descobertas na formação de Durupınar reacendem debate sobre a Arca de Noé
Equipe internacional encontra diferenças no solo e anomalias subterrâneas, mas evidências arqueológicas ainda são incertas
Pesquisadores identificaram concentração maior de carbono e anomalias por radar em formação que lembra um barco perto do monte Ararat; material orgânico pode indicar restos de madeira, mas hipótese ainda não confirmada oficialmente.
Uma equipe internacional de pesquisadores divulgou novas descobertas sobre a formação geológica de Durupınar, localizada perto do monte Ararat, na Turquia, local muitas vezes apontado como possível vestígio da Arca de Noé. Segundo o pesquisador independente Andrew Jones, que estuda o local desde 2019, análises do solo feitas pela equipe revelaram uma concentração de carbono cerca de 40% maior dentro da formação do que nas áreas adjacentes, o que pode indicar a presença de material orgânico, possivelmente restos de madeira degradada.
Além disso, Jones explicou que o solo dentro da formação apresenta menor alcalinidade, maior quantidade de matéria orgânica e níveis elevados de potássio — características essas compatíveis com processos de decomposição da madeira. Até o momento, nenhum fragmento sólido de madeira foi encontrado na área. A equipe coletou aproximadamente mil amostras do solo, que seguem sendo analisadas para averiguar se essas diferenças têm origem natural ou se indicam a concentração de materiais orgânicos ligados a possíveis artefatos arqueológicos.
Também foram realizadas novas análises por radar que revelaram anomalias no subsolo da formação, que tem cerca de 157 metros de comprimento. Segundo os pesquisadores, essas imagens apontam para camadas distintas no interior da estrutura e até algumas formações que se cruzam em ângulos retos, sugerindo a existência de cavidades ou divisões internas. Essas características reforçam a curiosidade em torno da formação, que se destaca por seu formato semelhante ao de uma embarcação.
Apesar do entusiasmo da equipe, fica claro que ainda não há comprovação científica definitiva de que a formação de Durupınar seja um artefato arqueológico ou os vestígios da Arca de Noé. As evidências obtidas até agora são consideradas indícios que podem ajudar a esclarecer o mistério, mas pesquisas complementares e confirmações por outras fontes ainda são aguardadas. A informação foi inicialmente divulgada pela revista Aventuras na História e ainda carece de confirmações oficiais de outras instituições científicas.
O interesse pelo local persiste há décadas, sobretudo pela ligação com a narrativa bíblica da Arca de Noé. Novas tecnologias e métodos analisados permitiram captar detalhes antes desconhecidos, como as concentrações químicas no solo e as imagens subterrâneas via radar, ampliando o debate entre arqueólogos, geólogos e exploradores sobre a origem da formação.
O que sabemos?
- Formação de Durupınar tem 157 metros de comprimento.
- Concentração de carbono no interior da formação é 40% maior que em áreas próximas.
- Análises indicam menor alcalinidade, mais matéria orgânica e níveis elevados de potássio no solo interno.
- Imagens de radar revelaram anomalias subterrâneas e estruturas com ângulos retos dentro da formação.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada





