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China enfrenta desafios na reconstrução de estrada na fronteira com Nepal após deslizamento

Em apuração ?

Equipes de resgate trabalham 24 horas por dia para reabrir passagem vital em terreno instável e com correntezas fortes

Máquinas trabalhando em estrada destruída no Tibete sob chuva
Imagem: CNN Brasil

Um deslizamento de terra destruiu a única estrada que liga o Tibete ao Nepal pela passagem de Gyirong, e a China avança lentamente para restabelecer o tráfego na região, enfrentando um rio com correnteza até seis vezes acima do normal.

Equipes de resgate chinesas seguem trabalhando intensamente para reconstruir a passagem pela fronteira de Gyirong, no Tibete, que foi severamente afetada por um deslizamento de terra na semana passada. Segundo informações da emissora estatal CCTV, os socorristas estão enfrentando condições extremamente difíceis para recuperar os últimos 800 metros da única estrada de acesso, localizada em um desfiladeiro estreito entre encostas instáveis e um rio com correnteza forte.

As águas do rio passam entre 6 e 7 metros por segundo, o que representa um fluxo até seis vezes acima do esperado para a região, de acordo com a reportagem veiculada nesta terça-feira (1º). Esses fatores obrigam os trabalhadores a operar sob chuva constante, com máquinas pesadas instaladas precariamente à beira da estrada destruída, onde o pavimento desapareceu sob a força da água. O terreno, frágil e escorregadio, dificulta o progresso.

A China Anneng, empresa estatal responsável pelo resgate, mobilizou 158 funcionários e 33 equipamentos para atuar no local em um sistema de revezamento, garantindo trabalho contínuo das máquinas durante as 24 horas do dia. Além da reconstrução da via, equipes especializadas em energia trabalham para restabelecer o fornecimento elétrico, essencial para as comunidades e operações na região, informou a CCTV.

O acidente afetou de maneira significativa a logística e o comércio entre a China e o Nepal, já que a Estrada de Gyirong é a única passagem terrestre direta entre os dois países no Tibete. Até o momento, não houve confirmação oficial sobre a data de reabertura da via. Fontes indicam que o aumento das chuvas pode elevar ainda mais o nível do lago formado após o deslizamento, o que preocupa as equipes de salvamento e a segurança da região.

Apesar do empenho e dos esforços intensos das equipes chinesas, a reabertura da passagem permanece dificultada pelas condições do terreno e pelo perigo permanente do rio e das encostas. A situação ainda está sendo acompanhada de perto, e as informações são provenientes de uma única fonte, a emissora CCTV, via CNN Brasil, sem outras confirmações por enquanto. A importância dessa passagem transcende a logística local, afetando também as relações comerciais entre os dois países sul-asiáticos e as vidas das comunidades que dependem do acesso facilitado entre as fronteiras.

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O que sabemos?

  • Deslizamento destruiu a única estrada para passagem de fronteira entre Tibete e Nepal na região de Gyirong.
  • Equipes chinesas trabalham 24 horas por dia para reconstruir estrada sob chuva e condições difíceis.
  • Correnteza do rio chega até seis vezes acima do normal, com velocidade de 6 a 7 metros por segundo.
  • 158 funcionários e 33 máquinas pesadas foram mobilizados para resgate e reconstrução.

Fontes

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