Futebol

São Paulo recusou oferta de R$ 500 milhões para gestão de ingressos do Morumbi

Em apuração ?

Clube destaca riscos e resistência interna ao acordo com Ticketmaster após proposta da NewC ser rejeitada

Estádio Morumbi visto do alto com torcida ao redor
Imagem: ge

O São Paulo optou por não aceitar uma proposta de R$ 500 milhões da NewC para gerir ingressos e operações financeiras relacionadas ao estádio Morumbi, preferindo a oferta da Ticketmaster, que prevê R$ 140 milhões de imediato.

Nos bastidores do futebol paulista, uma decisão recente do São Paulo chamou a atenção por levantar questões sobre a gestão financeira do clube e o futuro do estádio Morumbi. Segundo fontes não confirmadas oficialmente, a diretoria do clube decidiu não aceitar a proposta de uma empresa chamada NewC, que oferecia até R$ 500 milhões, alegando que a oferta apresentava riscos elevados, principalmente relacionados à criação de um fundo de investimento e ao uso do estádio como garantia de pagamento.

A proposta da NewC, enviada ao São Paulo há algumas semanas, previa a captação de R$ 90 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), além de oferecer um pagamento de R$ 13 milhões pelo camarote 29A, com valores fixos e variáveis. A operação, com duração de cinco anos, também incluía uma participação de 10% nos resultados fora dos dias de jogos, bônus condicionados ao desempenho esportivo, e uma remuneração adicional vinculada à utilização do camarote. Mesmo assim, a burocracia e os riscos financeiros assustaram o clube, que declarou que só aceitaria o negócio se recebesse uma antecipação de R$ 140 milhões.

Segundo informações obtidas por fontes ligadas ao clube, o São Paulo alegou ainda que recebeu apenas uma apresentação comercial e não uma proposta oficial, o que gerou a criação de uma comissão para analisar o contrato. Essa postura se deve ao entendimento de que o documento não se enquadrava nas regras estabelecidas pelo edital que rege a concorrência. Além disso, a diretoria teme perder o controle financeiro das receitas do Morumbi, especialmente no que se refere à eventual criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no futuro, pois investidores podem não ter mais direito sobre os lucros relacionados ao estádio.

Outro ponto de resistência foi a possibilidade de o estádio ser oferecido como garantia de pagamento, uma prática considerada arriscada pela diretoria, que afirmou que não tem condições financeiras de se comprometer dessa maneira. O clube destacou que, até o momento, o acordo com a Ticketmaster, que foi aprovado pelo Conselho de Administração, é a opção mais segura, embora ainda esteja passando por análise no Conselho Deliberativo, onde há resistência.

A disputa pelo controle do Morumbi e sua administração financeira é de grande importância para o clube, que busca, até o final de 2026, arrecadar pelo menos R$ 180 milhões com vendas de ingressos. A decisão de rejeitar a proposta da NewC reforça a complexidade de equilibrar interesses econômicos, esportivos e de gestão do estádio. Ainda não há confirmação oficial, mas fontes indicam que há um esforço para que o contrato com a Ticketmaster seja aprovado, evitando riscos maiores que podem comprometer a saúde financeira do clube.

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O que sabemos?

  • São Paulo recusou proposta de R$ 500 milhões da NewC para gestão do Morumbi.
  • Proposta da NewC incluía captação de R$ 90 milhões via fundo de investimento e pagamento de R$ 13 milhões pelo camarote 29A.
  • Oferta da NewC dependia da criação de um fundo de R$ 500 milhões e uso do estádio como garantia.
  • Clube prefere a proposta da Ticketmaster, que prevê R$ 140 milhões de antecipação.
  • O clube resiste a utilizar o estádio como garantia, alegando riscos financeiros.
  • A análise do contrato com a Ticketmaster ainda está em andamento no Conselho Deliberativo.
  • Decisão é crucial para arrecadação de R$ 180 milhões até 2026.

Fontes

  • ge fonte especializada
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