São Paulo recusa oferta de fundo milionário e teme perder controle do estádio do Morumbi
Clube avalia risco financeiro e político ao escolher proposta da Ticketmaster, enquanto ignora uma oferta que poderia chegar a R$ 500 milhões
O São Paulo decidiu não aceitar a proposta de uma empresa para gerir os ingressos do Morumbi, optando pela Ticketmaster. A oferta rival, que falava em um fundo de até R$ 500 milhões, ainda não foi confirmada oficialmente como uma proposta completa, e o clube busca aprová-la no Conselho Deliberativo, enfrentando resistência.
O São Paulo Futebol Clube está no centro de uma discussão que envolve finanças, gestão do estádio e interesses de investidores externos. Segundo fontes ouvidas pelo portal, a diretoria decidiu por rejeitar uma oferta finalista apresentada por uma empresa chamada NewC e, em vez disso, passar a negociar com a Ticketmaster, que já teve seu acordo aprovado pelo Conselho de Administração do clube. Entretanto, a proposta da Ticketmaster ainda precisa passar pelo crivo do Conselho Deliberativo, que tem demonstrado resistência à assinatura do contrato no momento.
A controvérsia entre as propostas surgiu após a apresentação de uma oferta da NewC, que prometia captar até R$ 500 milhões por meio de um fundo de investimento denominado Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Além disso, a oferta previa o pagamento de R$ 13 milhões pelo camarote 29A no estádio, com uma parte variável e uma remuneração vinculada à performance esportiva do clube. No entanto, segundo informações divulgadas pelo próprio presidente do clube, Harry Massis, a alegação é que, até o momento, o clube só recebeu uma "apresentação comercial" da NewC, mas nenhuma proposta formal, o que teria levado a comissão nomeada pelo Conselho a considerar insegura a assinatura do contrato.
Segundo o presidente do São Paulo, uma das razões para a rejeição da oferta da NewC é o risco elevado de que o clube perca o controle sobre o estádio do Morumbi. A proposta previa que, até a liquidação dos R$ 500 milhões investidos, todas as receitas do estádio seriam destinadas a garantir o pagamento ao fundo, o que o clube considera uma ameaça ao seu gerenciamento financeiro. Ainda de acordo com Massis, o clube não teria condições de pagar suas contas até o final do ano se dependesse dessa operação, sobretudo diante do risco de se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no futuro, o que complicaria ainda mais a propriedade e o uso do estádio.
Outra preocupação apontada pelo clube é que a proposta original da NewC dependia de uma estrutura de fundo de investimento, algo que poderia limitar a autonomia do clube sobre suas receitas e ativos. Ainda assim, há suspeitas e ainda não há confirmação oficial de que o valor de até R$ 500 milhões realmente esteja garantido — a informação foi divulgada pelo site Ge e aguarda confirmação de outras fontes. Além disso, a proposta da Ticketmaster, segundo o clube, oferece uma antecipação de R$ 140 milhões imediatos, um valor considerado suficiente para equilibrar as finanças do clube no curto prazo, mas o acordo ainda está sob análise no Conselho Deliberativo, que pode votar contra a assinatura.
Até o momento, o clube não se pronunciou oficialmente sobre o futuro da negociação, e o que se sabe é que a direção tenta garantir a aprovação do acordo com a Ticketmaster para evitar riscos financeiros mais graves, enquanto enfrenta resistência interna. A decisão é importante não só pelo aspecto financeiro, mas também porque envolve o controle de um patrimônio valioso, o estádio do Morumbi, cuja gestão pode impactar o clube por anos.
O que sabemos?
- São Paulo escolheu a proposta da Ticketmaster para gerir ingressos do Morumbi.
- A proposta da NewC, que fala em um fundo de até R$ 500 milhões, ainda não foi confirmada oficialmente como uma proposta definitiva.
- O clube recebeu uma "apresentação comercial" da NewC, mas não uma proposta formal.
- O presidente Harry Massis criticou a comissão do Conselho, que estuda o contrato com a Ticketmaster, já aprovado pelo Conselho de Administração.
- O clube teme perder autonomia sobre o estádio e está preocupado com os riscos de uma operação financeira que poderia comprometer suas receitas.
- O acordo com a Ticketmaster prevê uma antecipação de R$ 140 milhões, que o clube considera suficiente para suas contas até o final do ano.
Fontes
- ge fonte especializada



