Futebol

Corinthians enfrenta dificuldades após retirada do Movimento dos Clubes Formadores

Em apuração ?

Clube volta a competir, mas o impacto da pausa na base pode se refletir nos próximos anos

Jogadores da base do Corinthians em treinamento
Imagem: ge

Depois de 18 meses afastado, Corinthians busca reconstruir sua categoria de base, que viveu uma espécie de 'segunda pandemia' devido ao longo período de isolamento. Executivo destaca os desafios e as conquistas recentes do departamento.

A trajetória da base do Corinthians atravessa um momento delicado, marcado por um longo período de afastamento das competições nacionais, conforme explica o executivo responsável pelo setor, Erasmo Damiani. Segundo ele, o clube viveu uma "segunda pandemia" na sua formação de jovens atletas, referindo-se ao quase dois anos em que a equipe ficou fora de 38 importantes torneios, impactando diretamente o desenvolvimento dos jogadores das categorias sub-13, sub-14 e sub-15.

Damiani afirmou que, atualmente, o Corinthians tenta recuperar o tempo perdido, destacando que a volta ao Movimento dos Clubes Formadores (MCF) foi decisiva nesse processo. Ainda que o clube esteja participando de novos torneios, o executivo admitiu que as perdas na competitividade e na experiência de jogo ainda são evidentes, especialmente para os garotos que não puderam disputar várias competições entre 2023 e 2025. "O menino que hoje é sub-15 do Corinthians, por exemplo, perdeu várias competições importantes no sub-14 e no sub-13", disse o dirigente, reforçando a dificuldade de reconstrução de uma base sólida após tanto tempo de isolamento.

Segundo Damiani, o retorno ao Movimento ocorreu após uma resolução de conflito envolvendo a denúncia de aliciamento de um jovem jogador do rival Palmeiras, atuação que resultou na expulsão do Corinthians do grupo por cerca de um ano. Em agosto, o clube rescindiu o contrato de Pedro Morelli, atacante ligado ao Palmeiras, e reinstalou sua equipe no cenário de base, reforçando a convivência com outros clubes na busca por talentos e experiências.

O executivo destacou ainda as melhorias na gestão interna da base, afirmando que atualmente o setor conta com profissionais renomados e que não há interferências políticas. "Hoje, você não vê uma reclamação na base do Corinthians. Tentamos fazer tudo muito transparente para o funcionário e para a direção", declarou Damiani, que também comentou sobre as dificuldades do mercado na captação de talentos por parte do clube, bem como a importância de competições que promovam a máxima exposição e aprendizado aos jovens atletas.

Ao discutir o futuro, Damiani revelou que há interesse em participar de mais torneios nacionais e internacionais, considerando essas oportunidades essenciais para fortalecer a competitividade da base corintiana. Ele descreveu a situação atual como um esforço para recuperar o tempo perdido, e embora os efeitos mais duradouros da ausência na competição ainda não sejam totalmente mensuráveis, acredita que o trabalho de reconstrução está em andamento, com desafios que durarão pelos próximos anos.

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O que sabemos?

  • Corinthians passou quase dois anos fora de 38 competições importantes devido a uma punição.
  • A punição ocorreu por denúncia de aliciamento de jovem jogador de clube rival, Palmeiras, relacionada ao atacante Pedro Morelli.
  • O clube voltou ao Movimento dos Clubes Formadores em agosto após rescindir contrato com Pedro Morelli.
  • O executivo Erasmo Damiani declarou que a base do Corinthians vive uma "segunda pandemia" devido ao afastamento prolongado.
  • Jogadores das categorias sub-13, sub-14 e sub-15 perderam diversas competições importantes no período de afastamento.

Fontes

  • ge fonte especializada
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