Performance com mulheres nuas marca a Bienal de Veneza 2026
Obra da artista austríaca Florentina Holzinger usa cenário escatológico para alertar sobre desastres ambientais
No pavilhão da Áustria, exposição apresenta performances com mulheres nuas em cenas que abordam a crise ambiental em Veneza.
Um dos espaços mais comentados na Bienal de Veneza de 2026 está localizado no pavilhão da Áustria, onde a artista Florentina Holzinger apresenta uma obra que combina performances radicais com uma linguagem visual carregada de simbolismo ambiental. Segundo a Folha de S.Paulo, a instalação reúne mulheres nuas em situações pouco convencionais, criticando a degradação do planeta por meio de alegorias escatológicas.
Entre as cenas descritas estão uma mulher nua acelerando um jet ski dentro de uma piscina montada no pavilhão, realizando manobras bruscas. Ao lado, no pátio externo, outra performer nua se mantém submersa dentro de um aquário alimentado diretamente pelo esgoto de dois banheiros químicos em uso. A garota usa um tanque de oxigênio nas costas para se manter respirando.
Outra das apresentações da artista mostra uma mulher pendurada de ponta-cabeça, fazendo o papel de badalo de sino para marcar o tempo com uma cadência lúgubre, sinalizando a marcha rumo à destruição ambiental. Segundo a fonte, Holzinger, conhecida por sua arte performática radical da Áustria, criou este ambiente para forçar o público a confrontar a realidade de um mundo que "afunda nos próprios dejetos" e cujos níveis do mar sobem — uma reflexão especialmente pertinente em Veneza, cidade construída sobre a água.
Alguns críticos chegaram a apontar a peça como misógina devido ao uso intenso do corpo feminino nu e em situações extremas, o que adiciona uma camada de debate em torno da obra.
O que sabemos?
- A obra está no pavilhão da Áustria na Bienal de Veneza de 2026.
- A artista é Florentina Holzinger, conhecida por performances radicais.
- A performance inclui cenas com mulheres nuas acelerando um jet ski, submersa em um aquário alimentado por esgoto e pendurada de ponta-cabeça.
- O aquário é alimentado pelo esgoto de dois banheiros químicos em uso e a mulher usa um tanque de oxigênio.
- A obra aborda a crise ambiental, simbolizando o avanço da poluição e aumento do nível do mar em Veneza.
- Alguns críticos consideram a obra misógina devido ao corpo feminino nu e a situações extremas na performance.
- As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




