Venda de máquinas no Brasil recua quase 9% em julho diante de desafios econômicos
Setor registra queda anual nas receitas e exportações, enquanto importações avançam e uso da capacidade fica estável
Segundo a Abimaq, as vendas de máquinas e equipamentos no Brasil caíram 8,9% em receita líquida em julho de 2026 na comparação anual. Apesar de leve crescimento em relação a junho, o setor enfrenta retração acumulada e efeitos da política monetária restritiva sobre investimentos.
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou um novo recuo em julho de 2026, com uma queda de 8,9% na receita líquida em relação ao mesmo mês do ano anterior, chegando a R$ 24,4 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que atribui essa desaceleração principalmente ao impacto prolongado da política monetária restritiva sobre as decisões de investimento no mercado interno.
Na comparação com o mês anterior, junho, houve um leve aumento de 0,7% já considerando o ajuste sazonal, o que indica alguma estabilidade, embora pequena, na atividade. No entanto, o desempenho acumulado nos primeiros sete meses de 2026 aponta para uma queda mais preocupante de 12,9% no setor, refletindo um cenário de desafios para fabricantes e fornecedores.
O consumo aparente, um indicador que apresenta a soma do que é produzido internamente e importado menos exportado, também recuou 5,3% em julho, atingindo R$ 34,6 bilhões. A receita doméstica caiu 5,3% no mesmo comparativo anual, totalizando R$ 18,7 bilhões, um sinal de fraqueza do mercado doméstico. A Abimaq destacou em nota que "essa debilidade do mercado doméstico de máquinas e equipamentos reflete de maneira direta os efeitos prolongados da política monetária restritiva sobre a decisão de investir".
Por outro lado, as exportações do setor caíram 10,9% em julho na comparação anual, totalizando US$ 1,1 bilhão, enquanto as importações subiram 2,1%, somando US$ 2,95 bilhões neste mês. Esse aumento das importações em meio a uma retração das vendas locais pode indicar uma maior dependência do mercado externo para abastecimento. A utilização da capacidade instalada, indicador que mede quanto da produção efetiva está sendo utilizada, teve leve queda, situando-se em 78,4% em julho, pouco abaixo dos 78,7% registrados no mesmo período de 2025.
Além disso, a carteira de pedidos ficou em 9,4 semanas, o que representa um aumento de 3,3% na comparação anual e pode sugerir uma demanda futura que está se acumulando. Apesar disso, o setor ainda não anunciou outras perspectivas ou medidas para reverter o cenário atual.
Vale lembrar que essas informações foram obtidas exclusivamente por meio da reportagem da CNN Brasil e aguardam confirmação de outras fontes e pronunciamentos oficiais das empresas ou entidades envolvidas.
O que sabemos?
- Receita líquida da indústria de máquinas e equipamentos caiu 8,9% em julho de 2026 comparado a julho de 2025
- Setor teve alta marginal de 0,7% na comparação com junho de 2026, considerando ajuste sazonal
- Exportações do setor recuaram 10,9% em julho, enquanto importações aumentaram 2,1%
- Nível de utilização da capacidade instalada em julho ficou em 78,4%, ligeiramente abaixo do ano anterior
Fontes
- CNN Brasil imprensa





