Especialistas defendem teto de gastos baseado na relação dívida/PIB em debate econômico
Economistas ligados à campanha de Flávio Bolsonaro expõem estratégia para ajuste fiscal sem aumentar tributos
Durante seminário na Casa Lide, Adolfo Sachsida e Daniella Marques discutiram controle de gastos como caminho para equilíbrio fiscal, em meio à dívida pública brasileira em 82,5% do PIB
Em evento realizado nesta terça-feira (1º) na Casa Lide, no centro de São Paulo, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, que integra a equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), defendeu a adoção de um teto de gastos com base na relação entre a dívida bruta do país e o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo Sachsida, o principal caminho para o ajuste fiscal no Brasil é o controle rigoroso dos gastos públicos, sem a necessidade de criação de novos tributos.
"Precisamos de um ajuste feito via controle de gastos, não dá para criar mais novos tributos. Nosso processo de consolidação fiscal é através de redução de gastos. Em um ano e meio vamos resolver o lado fiscal da economia. Não é mágica, é conhecimento sólido", afirmou o economista durante o seminário, no qual também estavam presentes empresários e outros especialistas.
A coordenadora de economia da campanha, Daniella Marques, que foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro, acrescentou sua visão, porém evitou detalhar quais cortes ou medidas concretas seriam adotados. "O melhor ajuste fiscal que podemos fazer é tirar o PT do poder, porque está comprovado que não farão [o ajuste fiscal] e não sabem fazer, nem acreditam nesse modelo econômico", declarou, recebendo aplausos da plateia.
O tema ganhou maior urgência diante dos dados recentes do Banco Central, divulgados na segunda-feira (31), que apontam que a relação dívida bruta/PIB brasileira alcançou 82,5%. Esse percentual é visto como insustentável por vários economistas, o que reforça a importância do debate sobre o equilíbrio das contas públicas.
Embora essas posições tenham sido expostas em um evento de campanha política, ainda não há confirmação oficial das medidas específicas que serão tomadas caso a equipe econômica de Flávio Bolsonaro venha a implementar essa proposta. Além disso, o seminário foi a única fonte até o momento a divulgar essas informações, que aguardam repercussão e posicionamentos oficiais de outros atores políticos e econômicos.
O que sabemos?
- Adolfo Sachsida defende teto de gastos baseado na relação dívida bruta/PIB
- Sachsida reforça que ajuste fiscal deve ser por controle de gastos, sem novos tributos
- Daniella Marques critica PT e evita detalhar medidas de cortes de despesas
- Dívida bruta do Brasil chegou a 82,5% do PIB, número considerado insustentável
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





