Petróleo dispara com ataque dos EUA ao Irã e acordo bilionário com a Venezuela
Tensão no Oriente Médio e negociações comerciais elevam preços do barril
Os preços do petróleo abriram em alta após os Estados Unidos atacarem alvos no Irã e divulgarem acordo com a Venezuela para exploração conjunta de reservas que podem chegar a 65 bilhões de barris nos próximos 15 anos.
O mercado de petróleo iniciou a semana em alta, impulsionado por recentes eventos geopolíticos que mexeram com a oferta e a cautela dos investidores. No domingo (30), os preços dos barris de petróleo subiram cerca de 1,6%, atingindo níveis próximos a US$ 90, o maior patamar observando nos últimos seis dias, segundo dados divulgados pela Reuters e outros veículos de notícias. Este movimento acompanha um cenário de tensão crescente no Oriente Médio, com um ataque norte-americano direto a alvos iranianos.
Detalhes indicam que, no domingo, os Estados Unidos atacaram dois lançadores iranianos localizados na ilha de Larak, no estratégico estreito de Hormuz, rota crucial para o transporte mundial de petróleo. A ação, confirmada pela Reuters, teve como motivação a observação de preparativos da Guarda Revolucionária do Irã para lançar foguetes contendo minas marítimas naquela área.
Conforme a agência semioficial iraniana Tasnim, os ataques foram realizados por drones e a Guarda Revolucionária do Irã informou que houve diversos mortos e feridos entre soldados e civis iranianos, embora números precisos não tenham sido divulgados. Esses eventos aumentaram a apreensão global quanto à estabilidade no fluxo de petróleo pela região.
Paralelamente a esses episódios, Estados Unidos e Venezuela anunciaram na última sexta-feira (28) uma série de informações sobre um acordo comercial significativo. A negociação envolve a potencial extração de até 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano nos próximos 15 anos, um volume extremamente relevante para o mercado global. No fechamento daquela sexta, o barril Brent, referência mundial, estava em US$ 88,29, mostrando uma leve valorização após o anúncio do acordo entre o presidente americano Donald Trump e a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez. O petróleo WTI, usado como parâmetro nos Estados Unidos, também subiu 1,79%, chegando a US$ 84,29 no domingo à noite.
O aumento nos valores do petróleo não apenas reflete a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento devido ao conflito no Oriente Médio, mas também o impacto das novas oportunidades comerciais entre potências produtoras de petróleo. Esse cenário complexo influencia diretamente os preços mundiais da commodity, que afetam desde custos de transporte até o preço final dos combustíveis no varejo.
Assim, a combinação do agravamento do conflito entre EUA e Irã com o grande acordo de extração anunciando pelos Estados Unidos e Venezuela desenha um ambiente de intensa movimentação econômica e geopolítica, com efeitos que devem repercutir no mercado global de energia nos próximos meses.
O que sabemos?
- Os preços do petróleo subiram cerca de 1,6% no domingo (30), beirando US$ 90 o barril.
- EUA atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Hormuz, segundo Reuters.
- EUA e Venezuela divulgam novo acordo para explorar até 65 bilhões de barris em 15 anos.
- No fechamento da sexta (28), barril Brent valia US$ 88,29 e WTI estava a US$ 84,29, com alta após o acordo.
O que ainda não foi confirmado?
- Ataques dos EUA foram realizados por drones, informação divulgada pela Tasnim.
Fontes
- UOL Notícias imprensa