Justiça dá prazo para Ministério Público comprovar exclusão de credores em plano do Pão de Açúcar
MP-SP e credores devem apresentar provas em até cinco dias sobre suposta retirada indevida de créditos no processo de recuperação extrajudicial
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (31) que a Justiça estabeleceu um prazo para que o Ministério Público de São Paulo e os credores apresentem evidências sobre alegações de exclusão indevida de créditos no plano de recuperação extrajudicial da empresa. A decisão acontece após questionamentos do MP-SP, que rejeita a atual versão do plano.
O Grupo Pão de Açúcar (GPA), dono da rede varejista Pão de Açúcar, anunciou nesta segunda-feira (31) que a Justiça concedeu um prazo de cinco dias para que o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e os credores que contestaram o plano de recuperação extrajudicial da companhia apresentem provas concretas sobre qualquer crédito que tenha sido indevidamente excluído do acordo.
A decisão partiu da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo na última sexta-feira, dia 28, e ocorre após manifestação do MP-SP nos autos do processo. O órgão criticou a não homologação imediata do plano na sua versão atual, alegando que o GPA formou um grupo de credores muito diverso, que não reflete uma identidade econômica homogênea.
Em seu comunicado, o GPA defendeu a legalidade do plano e reiterou o pedido para que ele seja homologado. "Uma vez encerrado o contraditório, a companhia confia que todas as impugnações serão rejeitadas e o seu plano de recuperação extrajudicial, aprovado com expressivo apoio dos credores, será homologado", afirmou a empresa.
O processo de recuperação extrajudicial é um mecanismo usado por empresas em dificuldades financeiras para reorganizar suas dívidas sem recorrer a uma falência formal. A homologação do plano é um passo fundamental para garantir o cumprimento do acordo judicialmente.
A informação sobre o prazo concedido pela Justiça e a posição do MP-SP consta em reportagem da Folha de S.Paulo, sendo esta a fonte única dos fatos até o momento. Até agora, o GPA e o MP-SP não divulgaram mais detalhes sobre os créditos implicados ou sobre qualquer desdobramento adicional. Não houve ainda pronunciamento oficial dos credores que impugnaram o plano.
O que sabemos?
- A Justiça de São Paulo deu cinco dias para MP-SP e credores apresentarem provas sobre exclusão de créditos no plano do GPA
- A decisão da 3ª Vara de Falências foi tomada na sexta-feira (28)
- O MP-SP contestou o plano, alegando formação de grupo de credores heterogêneo
- GPA defende a legalidade do plano e espera homologação após fim do contraditório
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





