Economia

Investimentos de US$ 36 bilhões podem impulsionar nova fronteira de petróleo na Margem Equatorial

Em apuração ?

Estudo do Scotiabank projeta produção de quase 900 mil barris diários ao final da fase inicial de exploração

Plataforma de petróleo no mar com infraestrutura de extração
Imagem: CNN Brasil

Segundo relatório do Scotiabank divulgado na quinta-feira (3), uma nova área de produção de petróleo na Margem Equatorial brasileira pode demandar bilhões de dólares em investimentos, com início previsto para 2033 e produção em alta até 2038.

A exploração de uma nova fronteira de petróleo na região da Margem Equatorial, localizada na porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas, pode exigir um desembolso total de aproximadamente US$ 36 bilhões, de acordo com um relatório divulgado pelo Scotiabank na última quinta-feira (3). Segundo a análise, esse montante incluiria custos de desenvolvimento inicial, manutenção e eventual descomissionamento das estruturas de produção marítima. A previsão é de que o projeto reúna a instalação de cinco plataformas de produção chamadas FPSOs (sigla em inglês para Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência de petróleo). Cada uma dessas unidades teria capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia, sendo que o primeiro começou a ser considerado para operação em 2033, seguindo uma série de entradas anuais de uma nova FPSO até 2037. Com as cinco plataformas em operação, a produção diária na região poderia atingir cerca de 842 mil barris de petróleo, e, incluindo gás natural, esse volume elevaria-se para aproximadamente 899 mil barris de óleo equivalente ao dia.

O relatório aponta que, ao longo de toda a vida útil dos projetos, a produção acumulada poderia ultrapassar 4,7 bilhões de barris de petróleo. Ainda conforme a análise do banco, os investimentos não ocorreriam de uma só vez, mas concentrar-se-iam principalmente entre 2030 e 2038, com um pico de desembolsos de aproximadamente US$ 4 bilhões em 2034. O custo de ciclo completo de cada projeto foi estimado em cerca de US$ 6,9 bilhões, sendo aproximadamente 70% desse valor dedicado ao desenvolvimento inicial, 21% à manutenção e 9% ao descomissionamento no fim da vida útil. Isso indica que a maior parte dos gastos ocorre antes mesmo do início da produção, incluindo a contratação das FPSOs, perfuração de poços e instalação de sistemas submarinos. Segundo o relatório, cerca de 39% do investimento inicial de cada projeto já seria realizado mais de dois anos antes de começar a produzir o primeiro óleo, e até o ano anterior à produção, 77% dessa fatia já estaria efetivamente desembolsada. Ainda sem confirmação oficial, a expectativa aponta que, se a Petrobras optar por iniciar a produção em 2033, decisões estratégicas relacionadas à engenharia, compras e contratações precisarão ser tomadas com bastante antecedência, ressaltando a escala e o planejamento necessários para essa nova fronteira de petróleo.

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O que sabemos?

  • Projeção de US$ 36 bilhões em investimentos na Margem Equatorial.
  • Início da operação de uma das plataformas previsto para 2033.
  • Capacidade de produção de até 180 mil barris por dia por plataforma.
  • Produção total estimada de cerca de 899 mil barris diários incluindo gás natural.

Fontes

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