Indicador de Incerteza Econômica sobe em agosto influenciado por debates eleitorais
FGV aponta impacto da mídia e fatores externos na percepção de risco para a economia brasileira
O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) registrou alta de 2,3 pontos em agosto, chegando a 111,7 pontos, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas. A pressão das notícias relacionadas às eleições, combinada com variáveis externas e internas, tem aumentado a percepção de incerteza na economia.
O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu em agosto, atingindo 111,7 pontos, um aumento de 2,3 pontos em relação a julho. Essa elevação marca um retorno a um patamar considerado moderadamente elevado de incerteza econômica, conforme destacou a economista Anna Carolina Gouveia, do FGV IBRE, em nota oficial.
Segundo Gouveia, a principal motivação para o crescimento do indicador foi o componente de Mídia, que registrou alta de 2,8 pontos, chegando a 111,6, contribuindo com 2,4 pontos para o resultado geral. Este componente monitora a frequência com que os principais jornais destacam notícias relacionadas à incerteza econômica, refletindo o maior volume de debates públicos ligados especialmente às eleições em curso. "Com a proximidade das eleições, o resultado de agosto reflete o debate público em torno das contas públicas e das políticas econômicas propostas pelos candidatos", afirmou a economista.
Entre outros fatores mencionados que influenciaram o aumento da incerteza, estão os potenciais impactos do fenômeno climático El Niño e o conflito no Oriente Médio, que podem afetar a trajetória da inflação no Brasil. Também foi destacada a incerteza sobre os rumos da taxa de juros no país, dada a multiplicidade de elementos que podem influenciar as decisões de política monetária, segundo Gouveia.
A métrica calculada pela média móvel trimestral apresentou avanço de 0,3 ponto, para 110,8 pontos, indicando que a incerteza permanece numa faixa elevada e deve continuar a oscilar em torno desse nível nos próximos meses. O índice é composto por duas partes: o IIE-Br Mídia, que capta a menção de incertezas na imprensa, e o IIE-Br Expectativas, que mede a divergência entre as previsões de especialistas para indicadores macroeconômicos.
Além disso, outros indicadores divulgados pela FGV mostram uma dinâmica econômica mista: o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,87% em maio, abaixo da alta anterior de 2,41% em abril; por sua vez, a confiança empresarial em maio ficou estável em 90,9 pontos. Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou alta na confiança da indústria.
O que sabemos?
- O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 2,3 pontos em agosto ante julho, para 111,7 pontos, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
- Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador avançou 0,3 ponto, para 110,8 pontos.
- O componente de Mídia do IIE-Br subiu 2,8 pontos em agosto, para 111,6 pontos, contribuindo com 2,4 pontos para o resultado do mês.
- A economista Anna Carolina Gouveia, do FGV IBRE, vinculou a alta da incerteza à proximidade das eleições e ao aumento da cobertura midiática sobre contas públicas e políticas econômicas propostas pelos candidatos.
- Foram mencionados ainda o impacto potencial do fenômeno El Niño, o conflito no Oriente Médio e as dúvidas sobre a trajetória da taxa de juros no Brasil como fatores que influenciam a incerteza.
- O IIE-Br é composto pelo componente Mídia e pelo componente Expectativas, este último mensurando a dispersão das previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas.
- O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,87% em maio, abaixo da alta de 2,41% em abril, segundo a FGV.
- A confiança empresarial em maio permaneceu estável em 90,9 pontos, segundo dados da FGV.
- A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou alta na confiança da indústria.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





